Não à desigualdade no acesso às vacinas
A introdução no Plano Nacional de Vacinação das vacinas contra a meningite, contra a infecção por rotavírus, e a vacinação dos rapazes contra o HPV continua lamentavelmente à espera de uma decisão do Governo.
«Antes de ser uma questão financeira é uma questão técnica e o Grupo de Trabalho da Comissão Técnica de Avaliação, entidade competente na DGS para a gestão do Plano Nacional de Vacinação, está a avaliar a introdução do conjunto destas vacinas, aguardando o Governo pela conclusão dessa avaliação técnica», justificou o primeiro-ministro em resposta a Jerónimo de Sousa, que o questionara sobre o momento em que o Executivo pensa concretizar o que está no OE e as crianças nascidas este ano possam finalmente beneficiar daquelas três vacinas.
Recorde-se que este alargamento do Plano Nacional de Vacinação àquelas vacinas foi incluído no OE por proposta do PCP, sendo este um passo da maior importância que vem ao encontro da recomendação da generalidade dos pediatras para que estas vacinas sejam ministradas aos bebés logo nos primeiros meses de vida.
O problema é que estas vacinas, em particular as duas primeiras, têm um custo de mais de 600 euros», salientou Jerónimo de Sousa, não deixando de observar que embora muitas famílias consigam com os «maiores sacrifícios vacinar as suas crianças», muitas são também as que não o conseguem fazer, o que «introduz uma desigualdade inaceitável entre crianças», deplorou.