Ataques de Israel a Gaza no Conselho de Segurança
GAZA A aviação de Israel voltou a bombardear Gaza ocupada, a pretexto do lançamento de um foguete a partir daquela faixa contra território israelita. A diplomacia tenta conter a agressão de Telavive.
ONU exige que Telavive cesse violência contra civis palestinianos
O Conselho de Segurança das Nações Unidas debateu, na quarta-feira, 27, a situação no Médio Oriente, depois de dedicar na véspera uma sessão às novas agressões de Israel contra os territórios palestinianos ocupados, em especial a faixa de Gaza.
O coordenador especial da ONU para o processo de paz no Médio Oriente, Nikolai Mladenov, pediu a máxima moderação para evitar uma escalada belicista em Gaza, o que provocaria «consequências catastróficas». Intervindo no Conselho de Segurança, exigiu passos imediatos a Israel para pôr fim à violência contra civis palestinianos e pediu a Telavive e às organizações palestinianas contenção para evitar o «descontrolo» da situação.
O embaixador da Palestina na ONU, Riad Mansur, denunciou a campanha de violência e terror de Israel contra o povo palestiniano e como ela é utilizada pelo governo israelita para ganhar votos nas próximas eleições.
Alguns meios chegaram a considerar «normal» as guerras cíclicas em Gaza, mas não há nada de normal quando se trata de aprisionar, isolar e aterrorizar dois milhões de pessoas durante mais de uma década, realçou Mansur. Tão-pouco há normalidade «quando falamos de massacrar reiteradamente civis, incluindo crianças que não são qualquer ameaça, ou de ferir milhares de palestinianos quando protestam de forma pacífica», acrescentou o diplomata.
Riad Mansur denunciou as novas agressões cometidas por Israel nos últimos dias contra a faixa de Gaza. «A ideia de que a segurança de uns deve conseguir-se à custa de outros é uma realidade tão fictícia como ilegítima», considerou. E defendeu que o Conselho de Segurança deve exigir a Telavive o fim da sua política agressiva e que cesse de imediato a expansão de colonatos ilegais em território palestiniano ocupado, visando destruir a possibilidade de uma solução de dois estados.