Idai provoca devastação em Moçambique

A passagem do ciclone Idai pelo centro de Moçambique, na noite de 14 para 15, provocou mortos, feridos, desaparecidos e deslocados, tendo afectado no país centenas de milhares de pessoas e causado enorme devastação, tanto em zonas urbanas como rurais, em particular nas províncias de Sofala e Manica.

Segundo as Nações Unidas, o ciclone Idai «é, provavelmente, o pior desastre meteorológico registado até hoje no hemisfério Sul do planeta».

As autoridades moçambicanas, apoiadas por agências da ONU, estavam a tentar resgatar populações isoladas pelas cheias e a procurar fazer chegar assistência alimentar e médica aos milhares de desalojados em zonas de difícil acesso.

Na Beira, os fortes ventos e chuvas deixaram os 500 mil habitantes sem energia e comunicações, com estradas cortadas, campos inundados e um severo grau de destruição de edifícios.

O presidente Filipe Nyusi reuniu o conselho de ministros na terça-feira, 19, na cidade da Beira, confirmando a existência de mais de 200 vítimas mortais, número que deverá aumentar.

O governo moçambicano decretou o estado de emergência nacional no país e anunciou três dias de luto.

O Idai atingiu, além de Moçambique, o Zimbabué e o Maláui, afectando nos três países um milhão e meio de pessoas.

Mensagem do PCP
ao Partido FRELIMO

Perante o violento ciclone Idai que atingiu a região centro de Moçambique, particularmente as províncias de Manica e Sofala, deixando um rasto de destruição, provocando um elevado número de vítimas e incalculáveis danos materiais, o Secretariado do Comité Central do PCP transmitiu ao Comité Central do Partido FRELIMO e, por seu intermédio, ao povo moçambicano, as mais sinceras condolências e a sua mais profunda amizade e solidariedade, fazendo votos de que as graves consequências desta catástrofe sejam superadas o mais rapidamente possível.



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