PCP apresenta queixa na ERC contra TVI
O PCP endereçou à Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), no dia 4, uma queixa contra a estação de televisão privada TVI. Na sua origem está o que o Partido considera ser a «reiterada violação dos mais elementares princípios deontológicos e de respeito por critérios de verdade e seriedade no desenvolvimento da acção persecutória e difamatória contra o PCP em curso há semanas».
O alvo da queixa dos comunistas é a TVI e a sua linha editorial e não um qualquer programa ou equipa de forma isolada. O ataque contra o PCP corresponde, assim, a uma «opção editorial, ditada por critérios e objectivos políticos».
O Partido denuncia a «ausência de rigor informativo» das peças que o envolvem, que violam normas básicas do Código Deontológico dos Jornalistas, como a «ausência de rigor e exactidão no relato de factos», a «promoção da censura e do sensacionalismo e acusação sem provas», o desrespeito pela «utilização de meios leais para obter informações, imagens ou documentos», a não identificação das fontes, a ausência de respeito pelo «dever de não humilhação das pessoas» ou a «violação grosseira da privacidade dos cidadãos».
Nas várias peças transmitidas pela TVI que motivam a queixa do PCP, há mentiras, calúnias, corte e truncagem de declarações e esclarecimentos recolhidos, censura e manipulação na construção das narrativas, matérias factualmente explicitados no documento enviado pelo Partido.
Para o PCP, o facto de a TVI ser um canal privado «não a isenta, e ao grupo monopolista que a detém, a respeitar regras e a não violar princípios básicos». Um canal de televisão, prossegue, não pode ser um «instrumento de propaganda política, aríete de projectos reaccionários e anti-democráticos». Este caminho para um «jornalismo justicialista» transporta «todos os inquietantes ingredientes que a democracia dispensa», conclui.