Redução criativa

O tratamento discriminatório por parte dos principais órgãos de comunicação social face ao PCP é habitual. Mas o aproximar dos períodos eleitorais, até pelas obrigações legais reforçadas a que estão sujeitos, faz com que adoptem meios menos ostensivos (mas tão ou mais eficazes) de reduzir a intervenção e acção política do PCP e da CDU a uma nota de rodapé nos principais espaços noticiosos.

As últimas semanas, já com todas as candidaturas ao Parlamento Europeu em campo, foram disso exemplo. Ao mesmo tempo que o primeiro candidato da CDU mantinha uma intensa actividade por todo o País, PS e PSD criaram um caso em torno da vontade ou falta dela em avançar já para debates – com a imprensa a seguir atrás do filme. Esta é, como aliás já sublinhámos neste espaço, uma linha de tratamento mediático do que temos até aqui de campanha eleitoral: a bipolarização artificial entre PS e PSD, com uma disputa entre Pedro Marques e Paulo Rangel, sem qualquer relação com os problemas do País, destinada a iludir a convergência de posições que partilham em torno das limitações decorrentes da União Europeia e do euro.

No último domingo, em que houve iniciativas com a presença dos candidatos do PS, do PSD e da CDU, os principais noticiários das três estações de televisão espelharam isto de forma muito impressiva.

O esquema foi idêntico na RTP e na SIC: entra o PSD, com uma peça em que Rui Rio e Paulo Rangel apontam baterias ao PS e ao seu candidato; depois, entra o PS com António Costa e Pedro Marques a dar resposta. Após o diálogo simulado, lá entrou uma peça sobre o comício com que o PCP assinalou o seu aniversário no Porto, mas apenas dando voz ao Secretário-geral, apesar de João Ferreira também lá ter estado – e com intervenção. No caso da TVI, a única diferença é que em vez de dar voz a Paulo Rangel, acrescentou à peça sobre o PS a intervenção da sua Secretária-geral adjunta. No dia seguinte, o filme foi reproduzido nos jornais.

Depois de derrotada a efabulação em torno da falsa eleição para primeiro-ministro, em 2015, os centros de poder mediático recorrem agora a outros meios para alimentar a bipolarização e, principalmente, ocultar o PCP e a CDU, e a sua intervenção.

Desde a apresentação pública do primeiro candidato, este já participou em dezenas de iniciativas por todo o País, contactou com milhares de pessoas e falou sobre os mais variados temas. Esteve em salas com milhares de activistas da CDU, em acções com centenas de mulheres, em contactos com trabalhadores nos seus locais de trabalho. Tudo isto foi apagado do espaço mediático.

O facto de as eleições para o Parlamento Europeu estarem a menos de três meses de distância torna estas atitudes discriminatórias ainda mais gritantes, que somam à campanha de manipulação, mentira e calúnia dirigida por alguns contra o PCP.




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