Solidariedade dos povos com a Revolução Bolivariana
VENEZUELA O PCP confia que o povo venezuelano, contando com a solidariedade das forças progressistas e anti-imperialistas de todo o mundo, derrotará a agressão e superará as actuais dificuldades.
Reuniu-se em Caracas, de 24 a 27 de Fevereiro, uma Assembleia Internacional dos Povos, em solidariedade com a Revolução Bolivariana e contra o imperialismo.
A iniciativa, que contou com intervenções do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de outros dirigentes, e em que participaram representantes de movimentos e organizações sociais e políticas de numerosos países, dos cinco continentes, constituiu uma oportuna e expressiva manifestação de solidariedade com o povo venezuelano, e contra o imperialismo. E permitiu conhecer melhor a realidade da Venezuela bolivariana, em particular as realizações do poder popular que as dificuldades conjunturais não apagam.
Na assembleia, em representação do PCP, participou Albano Nunes, membro da Comissão Central de Controlo (ver entrevista nas páginas seguintes). Além de transmitir uma mensagem de solidariedade do Partido, Albano Nunes teve oportunidade de se encontrar com dirigentes do Partido Comunista da Venezuela e de realizar outros numerosos contactos.
Saudação do PCP
O Partido Comunista Português, «desde o primeiro momento solidário com o processo revolucionário bolivariano, e mantendo continuadas relações de amizade e solidariedade com o Partido Socialista Unido da Venezuela e com o Partido Comunista da Venezuela» não podia deixar de «participar nesta importante iniciativa de solidariedade com a Revolução Bolivariana e contra o imperialismo» – realça a saudação do Comité Central do PCP àquela significativa realização.
Este é um daqueles momentos «em que não pode haver hesitações, em que é necessário reunir todas as forças que seja possível reunir para obrigar o imperialismo a recuar e derrotar a sinistra operação golpista visando derrubar o legítimo presidente da República Bolivariana da Venezuela e liquidar as conquistas democráticas e progressistas alcançadas pelo povo venezuelano nos últimos 20 anos». Por isso, o PCP transmitiu «aos trabalhadores, ao povo, às forças progressistas e revolucionárias venezuelanas que na sua resistência à agressão política, económica e militar do imperialismo e da reacção podem contar com a activa solidariedade dos comunistas portugueses».
A mensagem lembra que «o PCP tem erguido e continuará a erguer a sua voz para denunciar a violentíssima campanha de mentiras e a vergonhosa hipocrisia da “ajuda humanitária” com que o imperialismo norte-americano, os seus aliados na União Europeia e a reacção latino-americana procuram justificar a agressão à Venezuela». E reafirma que o PCP «opõe-se frontalmente à posição seguidista do Governo português que, alinhado com as posições mais reaccionárias da Espanha e de outros países na União Europeia, não respeita a vontade soberana do povo venezuelano expressa na eleição do presidente Nicolás Maduro e envolve Portugal na operação golpista e no reconhecimento de um “presidente fantoche” orquestrado pelos EUA, contra os interesses dos próprios emigrantes portugueses na Venezuela».
Os comunistas portugueses confiam que «o povo venezuelano, contando com a solidariedade das forças progressistas e anti-imperialistas de todo o mundo, derrotará a agressão, superará as actuais dificuldades e defenderá as suas conquistas».