Andar para a frente dando força à política patriótica e de esquerda

Rui Fernandes (Membro da Comissão Política)

O caminho percorrido nestes quatro anos no quadro da solução política encontrada, que afastou do governo a política de demolição de direitos do PSD e do CDS, foi, em vários aspectos, favorável aos trabalhadores e ao povo, em resultado da persistência e clareza de intervenção do Partido. Nunca é demais sublinhá-lo face ao silenciamento, distorções e falsidades de que somos alvo.

É com o reforço do PCP e da CDU que se garante um País livre e soberano

Muito do que foi conquistado não o teria sido pela mão do PS sozinho. É conhecida a política praticada, ao longo de mais de quatro décadas, pelos governos do PS, sozinho ou com PSD e CDS. Sobressai com cada vez maior nitidez que só é possível um futuro de progresso, justiça social e desenvolvimento soberano com a política patriótica e de esquerda e uma alternativa política capaz de a concretizar. Tais objectivos são inseparáveis do reforço do Partido, articulado com a luta dos trabalhadores e a convergência dos democratas e patriotas.

Como foi reafirmado no grande Encontro Nacional de sábado, não é possível continuar a adiar a resposta a questões essenciais para o País. Ao contrário do que o PS apregoa, a vida comprova que o caminho verdadeiramente alternativo para resgatar o País da sua dependência e libertar recursos para o seu desenvolvimento é inseparável da ruptura com a política de direita que PS, PSD e CDS têm imposto ao longo de décadas. Caminho que, no que é essencial, é bloqueado porque em domínios essenciais e opções estruturantes permanecem, pela mão do Governo minoritário do PS, as principais orientações dessa política.

De facto, submetidos ao euro e às imposições da União Europeia não é possível dar resposta plena aos problemas estruturais e às necessidades de investimento, ao financiamento de serviços públicos e à dinamização da produção nacional que o desenvolvimento do País exige.

O quadro actual comprova o papel decisivo do PCP e da sua acção para defender, repor e conquistar direitos e revela que é com o reforço do Partido que a luta dos trabalhadores ganhar força política e expressão institucional. O reforço do PCP, da sua influência política e peso institucional, é factor decisivo para vencer os limites que a política de direita impõe e para construir a alternativa patriótica e de esquerda que garanta um Portugal com futuro. É no reforço do PCP e da CDU, no aumento da sua capacidade de organização e ligação às massas, que se encontra a mais firme e consequente garantia da construção de um País livre e soberano.

Com reforçado empenho

Com reforçado empenho, impõe-se a mobilização de todo o colectivo partidário para responder às múltiplas exigências que lhe estão colocadas, incluindo o combate às campanhas de mentira que visam denegrir o Partido. Agir na resposta ao quadro político e à dinamização da luta dos trabalhadores e das populações, na preparação e consequente acção de esclarecimento e mobilização para o voto CDU nas batalhas eleitorais, afirmando que essa é a garantia mais sólida para avançar e não arriscar a andar para trás.

É o voto na CDU que marca a diferença e perdura para além das eleições com a força que os trabalhadores e o povo lhe derem. Não é apenas um voto de protesto, mas de confiança em gente séria, identificada com os interesses dos trabalhadores e do povo, com a cooperação e a paz, capaz de contribuir para um novo rumo para o País, inspirado nos valores de Abril.

Exigência, também, nas comemorações do 45.º aniversário da Revolução de Abril, ela própria exemplo de afirmação de soberania cujos valores e projecto importa afirmar cada vez mais. Exigências que se compaginam – que têm de se compaginar – com o reforço da organização do Partido, que se quer mais forte para uma intervenção mais eficaz.

Grandes são as exigências que temos pela frente e grande a determinação de as levar de vencidas, neste ano em que o Partido comemora o seu 98.º aniversário ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.




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