CGT francesa convoca manifestação nacional

A Confederação Geral do Trabalho (CGT) de França convocou uma manifestação nacional para o dia 5 de Fevereiro, visando denunciar as injustiças sociais, territoriais e fiscais, revela a convocatória da iniciativa, divulgada em Paris.

Em plena crise social em França, a organização sindical decidiu retomar a iniciativa e apelou a uma grande mobilização dos trabalhadores.

De acordo com o apelo da CGT, a acção é aberta a todos os que queiram participar na manifestação, desde os trabalhadores do sector público e privado até aos estudantes e reformados.

«Desde há muitos anos, as políticas impulsionadas ao serviço do capital pelos sucessivos governos geraram grandes injustiças sociais, territoriais e fiscais», assinala a convocatória.

Entre as exigências que os manifestantes apresentarão salientam-se o aumento do salário mínimo, de todos os salários e das pensões, assim como a reforma da fiscalidade e o alargar dos serviços públicos.

O anúncio da iniciativa da CGT ocorre num momento de tensão social em França, marcada pelas manifestações dos coletes amarelos, que se sucedem há 10 sábados seguidos, juntando milhares de pessoas em Paris e em todo o país.

Uma ampla maioria de franceses declara-se insatisfeita com a gestão do presidente francês, Emmanuel Macron, segundo uma sondagem publicada no domingo, 20, pelo Instituto Francês de Opinião Pública. De acordo com o estudo, 72% dos inquiridos estão descontentes com a actuação do presidente e apenas 27% dos franceses declaram apoiá-lo.




Mais artigos de: Europa

Ricos mais ricos, pobres mais pobres

DESIGUALDADES Em 2018, enquanto os multimilionários aumentaram a sua riqueza a um ritmo de dois mil e 500 milhões de dólares diários, os rendimentos da metade mais pobre da população mundial caíram 11%.

Cuidado com esta sigla: «NPL»

O crédito malparado, pomposamente intitulado de «exposições de mau desempenho» ou «non-performing loans» (NPL) resulta da combinação entre a financeirização da economia, a irresponsabilidade dos bancos na concessão de crédito e a recessão económica. Mais de uma década após a eclosão da crise financeira de 2008, os...