ONU defende solução pacífica para conflito do Saara Ocidental
A ONU considera possível conseguir uma solução pacífica para o conflito do Saara Ocidental, declarou o enviado do Secretário-geral das Nações Unidas para o Saara Ocidental, Horst Kholer.
Nos dias 5 e 6 deste mês realizou-se em Genebra uma mesa redonda sobre o Saara Ocidental. Participaram nos trabalhos representantes da Frente Polisário, Marrocos, Argélia e Mauritânia. «Todas as delegações reconheceram que a cooperação e a integração regional, em vez da confrontação, são as melhores vias para resolver muitos dos importantes desafios que a região enfrenta», informa um comunicado.
As delegações concordaram em participar, a convite do enviado da ONU, na segunda mesa redonda, no primeiro trimestre de 2019.
O Saara Ocidental foi uma colónia espanhola desde 1884. Ali se formou, em 1973, a Frente Polisário, que luta pela independência do território. Em 1975, a Espanha, pressionada por Marrocos e Mauritânia, assinou um acordo de transferência do Norte do Saara Ocidental para jurisdição de Marrocos e do Sul para a Mauritânia. Este país retirou-se do território, ocupado imediatamente por Marrocos.
Um ano depois, a Frente Polisário proclamou a República Árabe Saarauí Democrática (RASD), que foi reconhecida em determinados períodos por dezenas de países. A ONU recusa-se a reconhecer a RASD e tão-pouco reconhece a anexação do território por Marrocos, exigindo a realização de um referendo de autodeterminação, processo também apoiado pela Polisário.
O Conselho de Segurança instituiu em 1991 uma missão no Saara Ocidental, cujo mandato tem sido prorrogado, com o objectivo de organizar o referendo e supervisionar o cessar-fogo.