Garantir a todos o acesso às vacinas
O PCP rejeitou com veemência declarações públicas que insinuaram uma colagem da proposta do PCP de inclusão de três vacinas no Plano Nacional de Vacinação (Menigite B Rotavírus e alargamento do HPV aos rapazes), que foi aprovada no quadro das alterações ao OE em sede de especialidade, a pressões ou chantagens da indústria farmacêutica. «O PCP reafirma que nunca cedeu, não cede nem cederá a qualquer tipo de chantagem ou pressão vinda ela de onde vier, incluindo da indústria farmacêutica», sublinhou a deputada Carla Cruz, esclarecendo que o único móbil da proposta foi o «interesse público e a saúde pública». «Se há partido que move toda a sua acção pela interesse público, é o PCP e o seu grupo parlamentar», vincou a parlamentar comunista, em declaração aos jornalistas, na passada sexta-feira, 30. Exemplo disso é, aliás, uma outra proposta apresentada no quadro da discussão na especialidade e que veio a ser chumbada, lembrou, referindo-se à criação do Laboratório Nacional do Medicamento. Em sua opinião, trata-se de uma proposta que elucida bem sobre qual a posição do PCP em matéria de política do medicamento e do papel que o Estado deve ter para a produção de medicamentos, libertando-o das «chantagens e pressões relativamente à indústria farmacêutica». Aquilo que moveu o PCP a propor a integração daquelas três vacinas no PNV foi «garantir o acesso de todos – crianças e jovens – às vacinas, independentemente da sua condição económica», insistiu Carla Cruz. «Hoje os médicos pediatras prescrevem estas vacinas e as famílias que podem adquiri-las imunizam os seus filhos, observou ainda, lamentando que as «famílias que não têm condições económicas não conseguem fazê-lo». Foi, por isso, por uma questão de «acesso, de justiça social, para terminar com as desigualdades por razão da condição económica e social de proveniência, que o PCP apresentou esta proposta», acrescentou, lembrando que ela vem, de resto, «na senda daquela que é a filosofia do Plano Nacional de Vacinação, que se quer – e é – universal, aplicado a todos e gratuito». A fundamentar a proposta comunista, segundo Carla Cruz, esteve ainda a recomendação da Sociedade Portuguesa de Pediatria, tornada pública este ano, na qual que «mostra as vantagens da imunização das crianças e do alargamento no caso do HPV aos rapazes». Rejeitada por si foi, por fim, a ideia de que tenha havido qualquer atitude de «ingerência ou sobreposição da parte do PCP no trabalho da comissão técnico-científica da Direcção-Geral de Saúde, como chegou a ser alegado, defendendo que a apresentação da proposta «não inviabiliza, não se sobrepõe ou obstaculiza o trabalho que pode e deve continuar» a ser feito por aquele organismo. pela comissão técnica e cientifica da DGS.