Contra as bases militares dos EUA e da NATO
PAZ Na I Conferência Internacional Contra as Bases Militares dos EUA e da NATO, em Dublin, participaram organizações da paz e anti-imperialistas, entre elas o Conselho Português para a Paz e Cooperação.
A UE assume-se cada vez mais como o pilar europeu da NATO
A Conferência de Dublin, de 16 a 18 deste mês, culminou um movimento lançado nos EUA pela Coligação Contra as Bases Militares estado-unidenses no exterior, composta por entidades de defesa da paz, do ambiente e dos direitos sociais, a que se associaram organizações de todo mundo, entre as quais o Conselho Mundial da Paz e o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC).
Em Dublin, a iniciativa foi acolhida pela Aliança pela Paz e a Neutralidade (PANA) da Irlanda.
Os conferencistas discutiram a militarização da Europa, da África, das Américas, da região Ásia-Pacífico e destacaram que a estratégia das potências imperialistas, encabeçadas pelos EUA, é a maior ameaça aos povos, contra a qual é urgente uma mobilização mais ampla, efetiva e unitária.
As denúncias do impacto da militarização do planeta, através das ameaças generalizadas contra os povos, os gastos exorbitantes com as guerras e o sofrimento causado às nações vítimas das agressões, assim como o impacto ambiental das bases e dos exercícios militares, estiveram entre os temas debatidos.
A declaração final da Conferência de Dublin reafirmou o compromisso das entidades presentes e apoiantes de continuar a impulsionar o esforço de unidade e levar adiante a Campanha Global contra Bases dos EUA e da NATO.
Em Abril de 2019, a NATO completa 70 anos a semear guerras e a ameaçar os povos e o planeta, ocasião que será assinalada com a mobilização em diferentes países, de forma coordenada, de molde a ampliar a luta contra essa máquina imperialista de guerras.
CPPC em Dublin
O CPPC esteve representado na Conferência de Dublin pela presidente da sua direcção nacional, Ilda Figueiredo, uma das oradoras convidadas. Na sua intervenção, destacou que a União Europeia continua a trabalhar estreitamente com os EUA e a NATO, apesar do contexto em que é evidente o aumento das contradições.
Para a presidente do CPPC, é preocupante o aprofundamento da militarização da UE, com o lançamento da Cooperação Estruturada Permanente, a criação do Fundo de Defesa, a implementação do Programa Industrial de Defesa para o desenvolvimento da indústria europeia de armamento, entre outras medidas. Este incremento da militarização e a criação do chamado «Exército europeu» que – não sem rivalidades – converge com os EUA, faz mais do que nunca a UE como o pilar europeu da NATO.
No fundamental, realçou Ilda Figueiredo, assiste-se ao alinhamento da UE com a ingerência e a escalada belicista promovidas pelos EUA e a NATO contra a Federação Russa mas também contra outros países da Europa, África, Médio Oriente, Ásia Central e América Latina.