Guerra comercial EUA-China agrava-se
RECIPROCIDADE A China vai responder de forma recíproca às novas taxas aduaneiras sobre produtos chineses aplicadas de forma unilateral pelos Estados Unidos, no valor de 200 mil milhões de dólares.
Casa Branca aplica novas taxas aduaneiras e Pequim responde
A China anunciou na terça-feira, 18, que vai ripostar na mesma medida às novas barreiras alfandegárias aos seus produtos impostas pelos EUA. Pequim exortou Washington a reconsiderar essa acção prejudicial para os negócios tanto no plano bilateral como global.
De acordo com um comunicado do seu Ministério do Comércio chinês, a China lamenta profundamente a decisão unilateral do presidente Donald Trump de aplicar taxas aduaneiras adicionais no valor de 200 mil milhões de dólares. «A China ver-se-á obrigada a adoptar contra-medidas para salvaguardar os seus direitos e interesses legítimos, assim como a ordem do comércio livre global», lê-se na nota.
O governo de Pequim advertiu que a decisão também cria incerteza sobre as consultas bilaterais e instou Washington a reconsiderá-la de forma convincente porque certamente trará consequências nefastas.
Em mais uma escalada da guerra comercial entre as duas potências, a China respondeu assim ao novo golpe tarifário ordenado por Trump em discordância com a proposta do seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, no sentido de continuar a negociar e procurar uma saída satisfatória para ambos os lados.
O presidente estado-unidense determinou uma série de taxas aduaneiras adicionais de 10% a partir do próximo dia 24 e até ao final deste ano. A partir de 1 de Janeiro de 2019, os impostos subirão para 25% e, se a China ripostar, Trump ameaça com uma terceira fase, em que aplicará taxas a produtos chineses no valor de mais 267 mil milhões de dólares.