Jerónimo de Sousa no debate quinzenal com o primeiro-ministro

Valorização das longas carreiras

O atraso na valorização das longas carreiras contributivas também não passou ao lado deste debate quinzenal, com Jerónimo de Sousa a lembrar que já lá vão quase seis meses sobre a data assumida pelo Governo para concretizar a segunda de três fases desse processo.

Depois de a primeira etapa ter acontecido «já com algum atraso» em Outubro de 2017, a «segunda fase devia ter-se iniciado em Janeiro deste ano», assinalou o líder comunista, lembrando que esse era o compromisso do Executivo.

Compromisso de eliminar as «penalizações para os trabalhadores com mais de 46 anos de descontos, com a introdução da idade pessoal de reforma e a aplicação aos trabalhadores com mais de 63 anos», recordou Jerónimo de Sousa, ainda que tais medidas fiquem aquém do que defende o PCP: a reforma sem penalizações para quem tenha 40 anos de descontos.

«Estamos a trabalhar, tendo o objectivo – tal como no ano passado em que a primeira fase entrou em vigor em Outubro – de podermos ter esta medida em vigor em Outubro de 2018», afiançou António Costa em resposta ao Secretário-geral do PCP que o questionara sobre se o Governo vai ou não avançar com a segunda fase das medidas ainda este ano.

Num balanço à primeira fase, o primeiro-ministro referiu que foram já 12 mil as pessoas beneficiadas e que «assim puderam ver reconhecido o direito à reforma sem qualquer penalização».

«O problema não é de concordar ou não concordar» com o que defende o PCP, mas sim de «avaliar se temos ou não temos condições para o poder fazer», alegou António Costa, acrescentando que nas contas do Governo «manter o nível de sustentabilidade actual da Segurança Social, cumprindo essa proposta, implicaria no prazo máximo de dois anos agravar em cinco por cento as contribuições para Segurança Social».

O que na sua perspectiva iria «fragilizar o sistema», defendendo por isso que o caminho está em «prosseguir o que temos vindo a fazer», «diversificar as fontes de financiamento da Segurança Social, de forma a robustecê-lo».

«Registamos e saudamos que em 2018 é possível dar passos adiante, novos avanços, particularmente nas longas carreiras contributivas», congratulou-se Jerónimo de Sousa, vendo nesse avanço pelo qual o PCP tem batalhado tenazmente uma «boa notícia para milhares de trabalhadores».




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