Finlândia cancela rendimento universal
O governo da Finlândia revelou, dia 24, que porá fim no final do ano ao programa experimental do rendimento básico universal.
A primeira fase do projecto, iniciada em Janeiro de 2017, abrangeu dois mil desempregados, entre 25 e os 58 anos, a quem foi concedida uma prestação de 560 euros, isenta de impostos, durante 24 meses, podendo ser acumulada com outro tipo de rendimentos do trabalho, sejam de carácter temporário ou permanente.
A ideia seria averiguar se o acesso ao rendimento básico constituiria um incentivo aos desempregados para procurarem inserir-se no mercado de trabalho ou criarem os seus próprios postos de trabalho.
Os mentores do programa viam-no também como uma resposta à contracção do mercado de trabalho resultante da crescente automatização da indústria.
Todavia, o governo de direita do primeiro-ministro, Juha Sipila, decidiu suspender o programa, cuja fase seguinte teria um custo estimado entre 40 e 70 milhões de euros.
Os resultados preliminares da experiência serão divulgados no final deste ano e comparados com programas análogos em curso no Canadá, Escócia, Quénia e Índia.