Vítimas dos incêndios protestam em Coimbra
Agricultores e produtores florestais manifestaram-se, dia 14, junto à Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC).
Na acção – promovida pela Confederação Nacional da Agricultura, Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra e Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões – pediu-se tratamento excepcional para o distrito de Coimbra, face à dimensão do grau de destruição da floresta, da capacidade produtiva e dos dramas humanos decorrentes dos grandes incêndios de 2017.
«Basta da propaganda dos milhões. Mais respeito pelas pessoas», lia-se numa faixa à porta da instituição, onde foram depositadas alfaias calcinadas. «Nós somos vítimas dos incêndios! Não somos os culpados!» afirmava-se junto a um «Memorial dos danos e dos lesados pelos incêndios».
Reivindicações justas
Aqueles que vieram, entre outros concelhos, de Oliveira do Hospital, Tábua, Arganil, Coimbra, Mira e Cantanhede reclamaram reabertura imediata das candidaturas simplificadas e ao PDR 2020, mas também informação concreta sobre os cortes aplicados aos que conseguiram efectuar as candidaturas, para que possam reclamar.
Num documento entregue por uma delegação da Comissão Inter-Concelhos dos Agricultores e Produtores Florestais Lesados pelos Incêndios na DRAPC, dirigido ao ministro da Agricultura, reclama-se ainda medidas de apoio para florestação e replantação; criação e gestão de numerosos Parques de Recepção e Comercialização das Madeiras «salvadas» dos Incêndios; medidas de apoio para o arranjo rápido e desburocratizado de casas de apoio à actividade agrícola.
Uma delegação do PCP esteve presente na acção, manifestando solidariedade com as reivindicações dos agricultores e produtores florestais.