Luta resultou no Hotel Marriott

Confrontadas com um novo contrato, que previa uma redução salarial substancial, e proibidas de entrar ao serviço se não aceitassem esta alteração, três dezenas de trabalhadoras que asseguram o serviço de andares no Lisboa Marriott Hotel, decidiram parar o trabalho, concentrando-se no exterior da unidade de quatro estrelas, na quinta-feira, 22 de Fevereiro.

As trabalhadoras, como informou esta segunda-feira, 26, o Sindicato da Hotelaria do Sul, desempenham as suas tarefas há vários anos naquele hotel, mas estão subcontratadas pela Talenter, uma empresa de trabalho temporário «que já tem no seu currículo um longo historial de irregularidades e de exploração».

A Talenter, que será pela terceira vez responsável pelos recursos humanos no festival Rock in Rio Lisboa, «nem os descontos legais (IRS e Segurança Social) faz convenientemente», afirma o sindicato da Fesaht/CGTP-IN.

O Hotel Marriot «geralmente assobiava para o lado, perante estas situações, já denunciadas anteriormente pelas estruturas representativas dos trabalhadores». Agora, «foi obrigado a rever a sua posição», o que o sindicato atribuiu ao «exemplo de coragem e determinação destas mulheres» e também à perturbação que causaria o facto de ter de substituir uma equipa conhecida e com provas dadas.

A acompanhar a luta e a prestar apoio às trabalhadoras, estiveram com elas durante essa manhã membros da Comissão de Trabalhadores e da estrutura sindical no hotel. Ali se deslocou também Rita Rato, deputada do PCP.

Responsáveis do Hotel Marriott, da Talenter e das organizações representativas dos trabalhadores assumiram o compromisso de, ao longo desta semana, analisar formalmente os novos vínculos laborais, garantindo, desde já, que não haverá perda de direitos nem redução dos salários.

À tarde, as trabalhadoras entraram ao serviço «sem qualquer penalização retributiva pela paragem realizada».

 



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