Arranca em todo o País campanha pela valorização dos trabalhadores
Arrancou na terça-feira, 27, a campanha nacional «Valorizar os Trabalhadores. Mais Força ao PCP», lançada uma semana antes na sessão pública da Casa do Alentejo, que o Avante! reportou de forma aprofundada na sua última edição. O arranque da campanha constou numa jornada de contacto com os trabalhadores em mais de 130 empresas e locais de trabalho em todo o País.
Estes contactos são suportados num folheto onde se reafirma as exigências centrais do PCP nesta campanha: aumento geral dos salários; redução do horário de trabalho; combate à precariedade e respeito e valorização dos direitos; melhoria das condições de trabalho; revogação das normas gravosas da legislação laboral.
No folheto traça-se um panorama da realidade laboral no País: 59,6 por cento dos trabalhadores por conta de outrem recebem menos de 818 euros e mais de 700 mil auferem vencimentos inferiores a 600 euros; os 10 por cento mais ricos detêm cerca de 53 por cento da riqueza; 1,2 milhões de trabalhadores têm vínculos precários; 51 por cento trabalham ainda mais de 40 horas semanais.
O PCP realça que «não há transformações nem conquistas de direitos económicos, sociais e políticos sem a luta dos trabalhadores» e sublinha a necessidade da participação na luta reivindicativa nos locais de trabalho e nas grandes jornadas de luta, desde logo no 1.º de Maio. No folheto apresenta-se ainda eixos centrais da política patriótica e de esquerda, ao serviço dos trabalhadores, do povo e do País.