Crimes impunes no Tejo
Um dos lugares visitados pelos deputados comunistas no decurso das Jornadas foi o Tejo. Do cais de Vila Velha Ródão até próximo do lugar Montes do Arneiro, em passeio de barco, passando pelas Portas de Ródão, onde formações geológicas se impõem estrangulando as margens verdejantes, todos puderam desfrutar da beleza daquela paisagem única.
Mas o que os visitantes puderam sobretudo testemunhar foi a indignação de quem não se conforma com os crimes ambientais que aos poucos têm vindo a matar o que ainda mexe e tem vida nas águas do Tejo. Um grito de revolta de quem não cala a dor por ver desaparecer a sua fonte de sustento, o peixe que sempre foi o ganha pão de tanta gente, pescadores, como ele. «Não se consegue apanhar nada», lamenta Francisco São Pedro, falando das espécies que já não mordem o isco, não vêm à rede ou à gaiola: bogas, barbos, enguias, lagostins... Problema gravíssimo que não é de hoje, tem origem em descargas industriais, mas que ganhou foros de escândalo e visibilidade em resultado da redução dos caudais de água no rio.
E por isso o que se ouviu foi, acima de tudo, a exigência de medidas urgentes por parte das entidades a quem compete fiscalizar e actuar.
Do programa das Jornadas constaram ainda visitas ou reuniões dos deputados comunistas com dirigentes e delegados sindicais, autarcas, Entidade Regional de Turismo, Instituto Politécnico de Portalegre, Espaço Arqueológico Cidade de Ammaia, Hospital de Portalegre, Administração da Unidade Local de Saúde Norte Alentejano, Federação Distrital de Bombeiros, bem como as empresa Dardico (Avis), Valnor (Alter do Chão), Tekever Drones (Ponte de Sôr), e Cooperativa de produtores agro-alimentares Força Nova de Montargil.