Tribunal decide libertar independentistas da CUP

CATALUNHA Dois conselheiros da Candidatura de Unidade Popular (CUP) foram libertados por um tribunal catalão que rejeitou a pretensão de Madrid de os manter em cativeiro.

Em Espanha há presos políticos

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As autoridades judiciais justificaram a saída em liberdade de Oriol Ciurana e Marta Lorens considerando que «a única razão pela qual foram detidos foi para que testemunhassem em tribunal», algo que já haviam recusado fazer por duas vezes antes.

Conselheiros eleitos pela CUP em Reus, ambos enfrentam um processo movido por Madrid por alegadamente terem instigado ao ódio contra as forças policiais espanholas. Em causa está a assinatura de um manifesto em que se exigia a saída daquelas de Reus, documento divulgado na sequência do referendo de 1 de Outubro em que a maioria dos participantes apoiou a declaração da independência da Catalunha.

A decisão do tribunal catalão é um revés para o governo de Mariano Rajoy e os partidários unionistas, uma vez que rechaça a prisão preventiva dos dois independentistas, ao contrário do que sucede com vários membros do governo catalão e activistas republicanos, mantidos em cativeiro sem direito a apelo, também acusados por Madrid de promoção da sedição.

A libertação de dirigentes pró-independência como Oriuol Junqueras (ex-vice-presidente da Catalunha, da Esquerda Republicana Catalã) ou Jordi Cuixart e Jordi Sánchez esteve, aliás, no centro das mensagens de ano novo que o presidente da região autónoma endereçou a partir de Bruxelas, onde se encontra exilado.

«Em Espanha há presos políticos», disse Carles Puigdemont, antes de lembrar que «as urnas falaram, a democracia falou. De que é que está à espera Mariano Rajoy?». Neste último caso referiu-se ao facto de o primeiro-ministro espanhol não ter ainda chamado as forças políticas catalãs para a formação de um executivo na sequência das eleições de 21 de Dezembro, convocadas por Madrid depois de ter suspendido a autonomia da Catalunha, em resposta à vitória independentista no referendo de 1 de Outubro e, sobretudo, à declaração de independência e criação de uma república pelo parlamento local, a 27 de Outubro.

No sufrágio de 21 de Dezembro, o Juntos pela Catalunha, de Puigdmont, a ERC e a CUP alcançaram a maioria dos deputados, derrotando a intenção de Madrid de constituir no hemiciclo uma força de bloqueio à independência do território.




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