PCP no Congresso do PC do Brasil

Sob o lema «Faz escuro mas eu canto», verso de um poema de Thiago de Melo, decorreu em Brasília, de 17 a 19 de Novembro, o 14.º Congresso do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o qual culminou um amplo processo de discussão dos documentos que vão guiar a intervenção política do Partido nos próximos anos.

Durante três dias, num ambiente fraterno e de grande camaradagem, o Congresso debateu a situação internacional, fez o balanço dos governos liderados por Lula da Silva e Dilma Rousseff e avaliou o papel do PCdoB nestes, assim como a grave evolução com o ilegítimo governo de Temer e a sua política contra o Brasil e o povo brasileiro. Abordados foram ainda os caminhos de luta para a saída da crise, o necessário fortalecimento do PCdoB e a elevação do seu papel na resistência.

O Congresso procedeu a uma profunda análise dos importantes progressos alcançados durante aqueles governos, bem como as suas repercussões no plano interno e na América do Latina. Procedeu igualmente a uma análise crítica a debilidades e a medidas tomadas durante o período dos referidos governos.

Com as eleições presidenciais de 2018 no horizonte, o PCdoB apresentou Manuela D’Ávila como pré-candidata. Este facto assume particular importância na estratégia política e no programa de acção definido pelo Partido.

Lula da Silva participou no Congresso, tendo reafirmado o compromisso com a unidade e manifestado a sua satisfação com a pré-candidatura de Manuela D’Àvila.

O novo Comité Central eleito reconduziu, por unanimidade, Luciana Santos como presidente do PCdoB.

O PCP esteve representado por Rui Braga, do Secretariado do Comité Central, que teve a oportunidade de reafirmar a solidariedade dos comunistas portugueses para com a luta do PCdoB em defesa dos interesses e aspirações dos trabalhadores e do povo brasileiros, e a vontade de aprofundar as relações de amizade e cooperação entre os dois partidos.




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