Situação nos media é ameaça aos direitos e à democracia

O PCP reagiu, em nota do seu Gabinete de Imprensa emitido no dia 13, ao encerramento do grupo editorial Motorpress Portugal, que deixou quase 60 trabalhadores no desemprego. Este grupo, que no País incluía seis publicações regulares – entre as quais as revistas Pais & Filhos, Autohoje e Motociclismo –, integrava o grupo Motorpress Internacional, presente em 22 países da Europa, América e Ásia, detentor de mais de 40 publicações e com cerca de um milhar de jornalistas e profissionais especializados, nomeadamente no sector automóvel.

Este encerramento segue-se ao fecho, em Março, da Motorpress Brasil, pertencente ao mesmo grupo. Em Portugal, esta multinacional tinha já levado a cabo, em 2003 e novamente em 2009, dezenas de despedimentos, para além do encerramento paulatino de diversas revistas, sem que fosse conhecido qualquer plano para o futuro.

Os 60 despedimentos provocados pelo fim do grupo Motorpress seguem-se a vários outros no sector da comunicação social, particularmente os 80 jornalistas e outros profissionais recentemente despedidos do grupo Cofina e os cerca de 20 na SIC (depois de outros tantos, um ano antes, na revista Visão, também do grupo Impresa). Comum a todos estes despedimentos está a intenção de cortar nos custos de produção à custa dos trabalhadores – dos seus postos de trabalho e direitos – para recuperar e aumentar taxas de lucro dos accionistas, acusa o PCP.

A possível desagregação do Grupo Impresa e a reestruturação do Grupo Media Capital, se se consumar a operação da Altice, aliadas à redução de meios das empresas prestadoras de serviço público configuram, para o PCP, ameaças aos direitos dos trabalhadores do sector e à própria qualidade e pluralismo da comunicação social em Portugal. E reclama do Governo a adopção de políticas que valorizem o serviço público e combatam a concentração da propriedade dos órgãos de comunicação social.




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