«Estado falhado»
O conceito de «Estado falhado» foi criado pela ONG Fund for Peace, fundada por um banqueiro e com sede em Wahington, que se dedica à «prevenção da paz», longe do principal factor de guerra no planeta, os USA. Todos os anos edita um ranking, decalcado da agenda imperialista – Sudão do Sul, Somália, República Centro Africana, Síria estão no topo das vítimas da sua geopolítica e do saque do petróleo e metais estratégicos.
«Estado falhado» foi o termo recuperado por Passos Coelho e outros barões do grande capital, para unificar, na mesma linha de intoxicação ideológica, os incêndios de Pedrogão e as gravíssimas falhas na resposta à situação, o roubo de material em Tancos e a falha de segurança militar, os incêndios calamitosos de Outubro e os muitos erros do governo PS, as agressões na «Urban beach» e a falta de segurança pública e (por agora) o surto de legionella no S. Francisco Xavier e o que daí decorre.
Todas estas situações – graves ou muito graves –, seriam, segundo esta campanha negra, o resultado da actual situação política, em que PSD e CDS perderam a maioria na AR, e o culpado seria este Governo, ou pior, a «geringonça», expressão perversa de outra mentira organizada, que visa culpabilizar o PCP e a sua intervenção, neste quadro, pelas limitações e opções negativas do Governo PS.
Assim fazem o mal e a caramunha. O governo do PSD e CDS avançou quanto pôde na destruição do Estado, no desinvestimento, privatização e ataque aos trabalhadores dos serviços públicos e hoje, enquanto procuram fazer esquecer as brutais responsabilidades da política de direita de PS, PSD e CDS nos problemas do País, tentam um «passa culpas» para as costas da solução política actual.
PSD e CDS, que falharam no governo do País e no pacto com o diabo, tentam agora a cabala do «Estado falhado» que os empurre para prosseguir e aprofundar a política de direita. É tempo de lhes impor uma derrota decisiva, com uma política patriótica e de esquerda.