Frente sindical alarga-se em França

CÓDIGO DO TRABALHO Três centrais sindicais e três associações de estudantes anunciaram, dia 24, a convocação de uma jornada nacional de greves e manifestações contra a «política liberal» do governo.

Nova jornada contra ofensiva laboral em França

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O anúncio foi feito após uma cimeira sindical destinada a promover a convergência das diferentes estruturas na luta contra a ofensiva social do governo presidido por Emmanuel Macron.

Pela primeira vez a FO (Frente Operária) irá juntar-se à CGT e Solidaires naquela que será a quarta jornada de greves e manifestações contra a revisão da legislação laboral. Também as associações estudantis (Unef, Fidl e UNL) decidiram unir-se ao protesto marcado para 16 de Novembro.

Num comunicado comum, a seis estruturas apelam à luta contra «uma política liberal que visa aumentar as desigualdades em benefício de uma minoria».

Em concreto referem várias «normas inaceitáveis» que limitam os direitos dos trabalhadores; ameaças em matéria de protecção no desemprego e de formação profissional; medidas que precarizam ainda mais o emprego e a entrada dos jovens no mercado de trabalho; a instauração de uma selecção no acesso ao ensino superior; a moderação salarial e o aumento das contribuições para a Segurança Social; o ataque aos serviços públicos e à protecção social.

O documento apela aos trabalhadores e estudantes a participarem na jornada de luta e convida as restantes organizações sindicais e de juventude a se associarem ao protesto.

Outras estruturas (CFDT, CFTC, Fage e Unsa), cujas direcções se mantiveram à margem do protesto, subscreveram um documento conjunto, avisando o governo de que as futuras reformas da protecção no desemprego e da formação profissional «devem reequilibrar a flexibilidade acordada às empresas pelos decretos».

 



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