Conservadores saem enfraquecidos das eleições na Islândia

O Partido da Independência (conservador), do primeiro-ministro Bjarni Benediktsson, ganhou as eleições antecipadas realizadas, dia 28, na Islândia, com 25,2 por cento dos votos (-3,8%) e 16 deputados (-5), em relação às legislativas de 2016.

Num hemiciclo com 63 assentos, Benediktsson – cujo nome surgiu implicado no escândalo do Panama Papers e tem sido acusado pela imprensa de vender activos nas vésperas da crise que abalou o país – precisará de negociar com as formações de direita para formar governo.

O Movimento Verdes de Esquerda, liderado por Katrín Jakobsdóttir, obteve 16,9 por cento dos votos (+1%) e elegeu 11 deputados (+1).

A terceira posição foi para a Aliança Social-Democrata, que duplicou os seus resultados para 12 por cento (+6,4%) passando de três para sete deputados.

Seguiu-se o Partido Centrista, nova formação liderada pelo ex-primeiro-ministro Sigmundur David Gunnlaugsson, que recolheu 10,9 dos votos e sete deputados, duas décimas a mais do que o Partido Progressista (o antigo partido de Gunnlaugsson), que ficou em quinto lugar com 10,7 por cento dos votos (-08%), mantendo os seus oito deputados.

Possível aliado de uma aliança à esquerda, o Partido Pirata caiu de 14,5 para 9,2 por cento (-5.3%), perdendo quatro dos seus dez deputados.

Outra nova formação, o Partido do Povo, obteve 6,9 por cento dos votos e quatro deputados, resultado semelhante ao do Partido Reformista, uma das forças que governava em coligação com os conservadores, que conseguiu 6,7 por cento dos votos e quatro deputados.

De fora do parlamento ficou o partido Futuro Brilhante (o terceiro membro da extinta coligação de governo), que perdeu os seus quatro deputados, recolhendo apenas 1,2 por cento dos votos (-6%).

Recorde-se que foi precisamente o partido Futuro Brilhante que provocou, há um mês, a ruptura da coligação governamental com os conservadores e o Partido Reformista (após nove meses apenas de governação), face à revelação de que o primeiro-ministro intercedeu a favor de um amigo do seu pai condenado por pedofilia, ilibando-o através do procedimento designado «restituição da honra» entretanto já abolido pelo parlamento islandês.

 



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