EUA apoiam terrorismo na Síria
Altas patentes militares russas e sírias voltaram a acusar os EUA de estarem a apoiar o Estado Islâmico (EI). A organização terrorista perdeu, no último ano, a maior parte do território que controlava na Síria e no Iraque e encontra-se há meses a tentar defender as bolsas que ainda preserva.
O porta-voz do Ministério da Defesa da Federação Russa, Igor Konashenkov, veio a meio da semana passada alertar que Washington está a apoiar o EI com o objectivo de impedir as tropas sírias, apoiadas por Moscovo, de reconquistarem «as áreas do Leste da Síria, dotadas de petróleo e gás natural».
Konashenkov detalhou a acusação com os ataques verificados por estes dias na província de Homs e contra uma auto-estrada que liga Palmira e Deir el-Zour, afirmando que tais não teriam sido possíveis sem ajuda norte-americana, a qual, considerou ainda, «é o principal obstáculo à destruição completa do EI na Síria».
O Ministério da Defesa russo exibiu, recentemente, fotos de equipamento e militares norte-americanos estacionados próximos de Deir el-Zour, sem aparentes sinais de confrontos ou ameaça contra estes por parte dos grupos terroristas.
No mesmo sentido, o principal comandante das actuais operações militares sírias para a eliminação dos grupos terroristas EI e Frente al-Nusra denunciou que «os EUA entregaram 1421 camiões de armamento, entre 5 e 15 de Setembro deste ano, a terroristas na Síria. As armas alegadamente destinavam-se a grupos que combatem o terrorismo, mas acabaram nas mãos do EI e da Frente al-Nusra», precisou o general da República Árabe Síria Ali al-Ali.
No dia 18 de Setembro, um outro responsável das forças armadas sírias exibiu à comunicação social armamento oriundo dos EUA, França e Bélgica capturado a combatentes da al-Nusra.