Luta na Saúde
A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou uma vigília para o próximo dia 12 de Outubro, entre as 16h00 e as 22h00, frente ao Ministério da Saúde (MS), para exigir do Governo a criação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde, a contratação de pessoal e a regularização dos vínculos precários, a negociação do contrato colectivo de trabalho para os Hospitais EPE e a reposição das percentagens que compensam as horas de qualidade e o trabalho suplementar.
Já o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e o Sindicato dos Enfermeiros da Região Autónoma da Madeira (SERAM) suspenderam a greve convocada para dia 16 de Outubro face à evolução da posição do Governo. Nova ronda negocial está agendada para a próxima segunda-feira, 9.
SEP e SERAM valorizam que a tutela tenha aceitado repor o valor das horas de qualidade e tenha acolhido a aplicação das 35 horas aos profissionais abrangidos pelo Acordo Colectivo de Trabalho (ACT) e para aqueles com contrato individual. Os sindicatos consideram, porém, insuficientes as cedências governamentais e pretendem que no ACT a negociar ainda este mês sejam regulados o sistema de avaliação de desempenho, o posicionamento remuneratório e o modelo de recrutamento, bem como a contagem de todo o tempo de serviço para efeitos de progressão na carreira. SEP e SERAM também exigem que até à revisão da carreira de enfermagem, admitida pelo Governo para 2018, o suplemento remuneratório pago aos enfermeiros especialistas seja de 412 euros.
Entretanto, as negociações entre médicos e Governo prosseguem, mas a Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos anunciaram para os dias 11, 18 e 25 de Outubro paralisações nas regiões Norte, Centro e Sul, respectivamente. No dia 8 de Novembro ocorre uma greve nacional. Os médicos reivindicam a redução do número de utentes por médico de família, de 1900 para1500, a limitação do trabalho suplementar a 150 horas, e um limite de 12 horas de trabalho em serviço de urgência.