Greve parou Autoeuropa

LUTA A produção na fábrica da Volkswagen em Palmela esteve ontem paralisada em resultado da adesão massiva à greve convocada para rejeitar as alterações de horários.

Os trabalhadores rejeitam as alterações aos horários de trabalho

Em causa está a tentativa da multinacional de impor o trabalho aos sábados, para já nos próximos dois anos. Os trabalhadores decidiram, por isso, em plenário convocado pela Comissão de Trabalhadores a 21 de Julho, avançar para a greve.

Já em plenários convocados pelo SITE Sul e realizados esta segunda-feira, 28, nos quais participaram cerca de três mil trabalhadores, foi aprovada, com apenas um voto contra e sete abstenções, de acordo com informações divulgadas pela Fiequimetal/CGTP-IN, uma resolução que confirmou a paralisação de 24 horas para quarta-feira, 30.

«No seguimento dos plenários anteriormente realizados pela CT, do abaixo-assinado entregue pela comissão sindical e do referendo realizado no passado dia 28 de Julho, reafirmamos a rejeição da proposta que a Administração apresentou de horário de trabalho com a obrigatoriedade de trabalhar ao sábado e a sua imposição», pode ler-se no texto sufragado pela esmagadora maioria dos trabalhadores da Autoeuropa.

Os trabalhadores mandataram ainda «a comissão sindical para marcar novo plenário e discutir outras acções a desenvolver».

O pré-acordo subscrito pela maioria da CT com a administração, o qual impõe as já referidas alterações do horário de trabalho, foi largamente rejeitado pelos trabalhadores. Na sequência, a CT demitiu-se estando marcadas eleições para 3 de Outubro. De então para cá, o SITE Sul propôs-se, por diversas vezes, discutir a situação com a administração para encontrar uma solução, o que foi sempre rejeitado.

 

PCP solidário

Em nota ontem enviada à comunicação social, o PCP realça que a alteração dos horários de trabalho dificulta a organização da vida pessoal e familiar dos trabalhadores, ao impor-lhes somente um fim-de-semana completo de seis em seis semanas.
«Na Autoeuropa, o trabalho efectuado aos sábados, domingos e feriados foi sempre considerado como trabalho extraordinário e pago como tal. É por isso natural que os trabalhadores tomem posição sobre esta questão e defendam os seus direitos», acrescenta o PCP, para quem «tal como os trabalhadores têm afirmado, é necessário encontrar soluções que permitam responder à defesa dos seus direitos e ao desenvolvimento da produção nesta empresa».

 



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