Eleições em Angola

Os angolanos foram ontem às urnas para eleger 220 deputados – 130 pelo círculo nacional e mais cinco pelos círculos eleitorais de cada uma das 18 províncias do país. O cabeça-de-lista pelo círculo nacional do partido ou coligação mais votado é automaticamente eleito Presidente da República e chefe do executivo. Estão inscritos 9,3 milhões de eleitores.

O acto eleitoral, organizado pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) sob o lema «Vota pela paz e a democracia», foi o quarto desde a independência de Angola e ocorreu após uma campanha iniciada a 23 de Julho.

«De uma forma geral, e apesar de incidentes localizados que foram devidamente controlados, a campanha decorreu num clima de paz, liberdade e justiça, afirmou segunda-feira, 21, o presidente da CNE André da Silva Neto, citado pela Prensa Latina.

«Os candidatos observaram os preceitos políticos, morais e éticos que regem as eleições e as realidades históricas dos angolanos», afirmou Neto, que em nome da CNE aconselhou os protagonistas políticos a manter a calma e a serenidade.

Esta opinião é partilhada pelo deputado António Filipe, que se encontra em Angola em representação do PCP a integrar o leque de observadores internacionais convidados para acompanhar as eleições. «Verifica-se que há um ambiente de liberdade, de democraticidade, de participação cívica neste processo eleitoral, que é minha convicção de que se manterá durante o dia das eleições e após o dia das eleições», disse António Filipe em declarações à Lusa.

Pelo que viu nos últimos dias de campanha em Luanda, o povo angolano «está de facto empenhado no processo democrático no seu país e em reforçar a democracia no seu país», reforçou o deputado comunista, manifestando a sua convicção de que o «acto eleitoral será um testemunho disso».

«Eu creio que é muito importante dar esse testemunho em Portugal, na medida em que sabemos que há alguns órgãos de comunicação social que estão muito empenhados em dar em Portugal, em transmitir em Portugal uma realidade de Angola que não corresponde à verdade», rematou.

De Portugal participam ainda como observadores das eleições representantes do PS, PSD e do CDS-PP.

Candidataram-se à Presidência da República João Lourenço, do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA); Isaías Samakuva, da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA); Quintino Moreira, da Aliança Patriótica Nacional (APN); Benedito Daniel, do Partido da Renovação Social; Lucas Ngonda, da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA); e Abel Chivukuvuku, da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE).

 



Mais artigos de: Internacional

Uma estátua confederada nunca é oca

RACISMO «George Washington também tinha escravos. Vamos retirar as estátuas de George Washington?» A pergunta de Trump, durante uma alucinante conferência de imprensa, abriu a caixa de Pandora.

EUA anunciam ocupação duradoura do Afeganistão

OCUPAÇÃO Donal Trump anunciou, dia 21, que os EUA se vão manter por tempo indeterminado no Afeganistão e reforçar a presença militar no país, e acusou o Paquistão de abrigar terroristas.