CDU é força do presente e do futuro nas autarquias

CON­FIANÇA O pro­jecto e as provas dadas, em mai­oria como em mi­noria nas au­tar­quias, mos­tram que vale sempre a pena con­fiar na CDU, re­feriu Je­ró­nimo de Sousa em três ini­ci­a­tivas po­lí­ticas re­a­li­zadas no Al­garve nos úl­timos dias.

 

Um pro­jecto de es­querda, dis­tin­tivo e trans­pa­rente

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O pé­riplo do Se­cre­tário-geral do PCP pela re­gião mais a Sul de Por­tugal con­ti­nental ini­ciou-se na tarde de sá­bado, 12, com uma vi­sita à Feira Me­di­eval de Silves. Acom­pa­nhado pela pre­si­dente da Câ­mara Mu­ni­cipal, Rosa Palma, bem como por di­ri­gentes e qua­dros do Par­tido, eleitos e can­di­datos da CDU às au­tár­quicas do pró­ximo dia 1 de Ou­tubro, Je­ró­nimo de Sousa per­correu a ini­ci­a­tiva que, sendo uma das mais re­le­vantes entre as que ocorrem no con­celho re­con­quis­tado pela CDU em 2013, é hoje ex­pressão do di­na­mismo e qua­li­dade que a gestão PCP-PEV trouxe a Silves.
Daí que tenha sido va­lo­ri­zado o tra­balho re­a­li­zado em Silves nos úl­timos quatro anos, de­sig­na­da­mente a con­cre­ti­zação de muitos dos an­seios e as­pi­ra­ções po­pu­lares, e a re­cu­pe­ração de fun­dadas es­pe­ranças no pros­se­gui­mento da sa­tis­fação das ne­ces­si­dades co­lec­tivas.
Três dias de­pois, terça-feira, 15, Je­ró­nimo de Sousa rumou a Vila Real de Santo An­tónio e a Por­timão. Pri­meiro para par­ti­cipar no al­moço de Verão em Monte Gordo. De­pois, para um jantar com can­di­datos e ac­ti­vistas da Co­li­gação De­mo­crá­tica Uni­tária. Um e outro con­ví­vios re­gis­taram sig­ni­fi­ca­tiva par­ti­ci­pação – cerca de 300 e 250 pes­soas, res­pec­ti­va­mente. A cor­ro­borar, aliás, ideias-chave que o di­ri­gente co­mu­nista re­alçou ao usar da pa­lavra.
No Al­garve, «a alar­gada par­ti­ci­pação e o ex­pres­sivo apoio que tem ro­deado a CDU» atesta o êxito com que o PCP-PEV con­cluiu a etapa da apre­sen­tação de can­di­da­turas (con­corre a todos os mu­ni­cí­pios do Con­ti­nente e da Re­gião Au­tó­noma da Ma­deira e a 15 dos 19 mu­ni­cí­pios da Re­gião Au­tó­noma dos Açores, ou seja a 304 dos 308 mu­ni­cí­pios do País, e apre­senta-se a votos a um maior nú­mero de fre­gue­sias).
Êxito tanto mais no­tável quanto se sabe que, ao con­trário de muitas das can­di­da­turas que se apre­sentam às urnas com ou­tras si­glas, na CDU a in­ter­venção tem como pro­pó­sito «o de­sen­vol­vi­mento local», nor­teia-se no exer­cício de cargos pú­blicos «pela re­cusa de be­ne­fí­cios pes­soais» e pela «de­fesa do Poder Local De­mo­crá­tico», e não se dis­farça «em falsas can­di­da­turas in­de­pen­dentes onde se al­bergam os mais con­tra­di­tó­rios in­te­resses».
Na CDU con­vergem, para além de mi­li­tantes do PCP e do PEV, «mi­lhares de can­di­datos in­de­pen­dentes, de­ci­didos a dar a sua con­tri­buição para um pro­jecto de rosto co­nhe­cido, com provas dadas e tra­balho re­a­li­zado». Um «pro­jecto de es­querda, dis­tin­tivo e trans­pa­rente», frisou.
Je­ró­nimo de Sousa abordou em se­guida al­guns dos temas can­dentes da ac­tu­a­li­dade po­lí­tica na­ci­onal, con­cluindo da jus­teza de «re­forçar a mais con­se­quente e com­ba­tiva força de es­querda, que faz pro­posta e luta por elas». O voto na CDU é por isso aquele que «conta para quem es­pera novos avanços, novas con­quistas de ren­di­mentos, de di­reitos e con­di­ções de vida», e que «será uti­li­zado para dar ex­pressão e força à pro­moção do de­sen­vol­vi­mento de cada uma das nossas terras», in­sistiu.



Em mai­oria e em mi­noria

Ao par­ti­cipar em ac­ções po­lí­ticas em Silves, Vila Real de Santo An­tónio e Por­timão, Je­ró­nimo de Sousa si­na­lizou três ob­jec­tivos justos e mo­bi­li­za­dores da CDU, de resto co­muns ao Al­garve e a ou­tras re­giões do País: re­forçar po­si­ções nas au­tar­quias onde tem a mai­oria, no caso con­creto de Silves con­so­li­dando o re­co­nhe­ci­mento po­pular por quem «honrou os com­pro­missos e de­sen­volveu um va­lioso tra­balho»; re­con­quistar mu­ni­cí­pios, como Vila Real de Santo An­tónio, re­co­lo­cando-os no ca­minho do pro­gresso ao ser­viço de toda a po­pu­lação; as­se­gurar um maior nú­mero de eleitos em con­ce­lhos onde, não tendo ainda pers­pec­tivas de ga­nhar, a pre­sença do PCP-PEV é «ne­ces­sária e in­subs­ti­tuível» pelo «tra­balho po­si­tivo e eficaz quando lhe são con­fi­adas res­pon­sa­bi­li­dades, pelas pro­postas po­si­tivas que apre­senta e pela voz que dá aos pro­blemas e re­cla­ma­ções».
Em Vila Real de Santo An­tónio, o de­safio que está co­lo­cado é vencer. Isso mesmo lem­brou o pri­meiro can­di­dato da CDU à Câ­mara Mu­ni­cipal, Álvaro Leal, ao in­tervir em Monte Gordo. O de­sejo é pos­sível de con­cre­tizar e a CDU tem equipa para «res­ponder à si­tu­ação ca­la­mi­tosa da au­tar­quia – com dí­vidas, pro­cessos em tri­bunal, de­sor­ga­ni­zação de ser­viços, falta de pes­soal, con­tratos mi­li­o­ná­rios com ser­viços ex­ternos e ou­tros que tais que vivem à conta do erário pú­blico».
«Vila Real de Santo An­tónio não está con­de­nada a ser ven­dida aos pe­daços, os tra­ba­lha­dores e as po­pu­la­ções não estão con­de­nados a ter que pagar a mais ele­vada carga fiscal de toda a re­gião, e o di­reito ao em­prego e a uma vida digna não pode estar de­pen­dente de fa­vores e cum­pli­ci­dades com o poder ins­ti­tuído», sin­te­tizou Álvaro Leal.
Já em Por­timão, o ca­beça-de-lista do PCP-PEV à Câ­mara, Isidro Vi­eira, con­si­derou «ina­cei­tável que a au­tar­quia tenha sido con­du­zida à rup­tura fi­nan­ceira». Pela si­tu­ação acusou os vá­rios exe­cu­tivos PS, res­pon­sá­veis pela trans­for­mação da Câ­mara Mu­ni­cipal «num ins­tru­mento ao ser­viço dos pri­vi­lé­gios de al­guns».
O ca­beça-de-lista da CDU ao exe­cu­tivo mu­ni­cipal por­ti­mo­nense re­cordou também o papel da CDU no com­bate ao au­mento do preço da água, da taxas e ta­rifas mu­ni­ci­pais, pela rein­te­gração dos tra­ba­lha­dores da ex­tinta Por­timão Urbis na Câ­mara, em de­fesa do pa­tri­mónio cul­tural ou do Centro Hos­pi­talar do Bar­la­vento Al­garvio, ga­ran­tindo que o PCP-PEV es­tará sempre com os tra­ba­lha­dores e as po­pu­la­ções e as suas rei­vin­di­ca­ções, e que a sua luta terá tanto mais força quanto mais votos e pre­sença nos ór­gãos au­tár­quicos tiver a CDU.

 



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