«Arrogância» dos EUA face à Coreia do Norte
SANÇÕES A crise na península coreana não se resolverá se não forem tidas em conta as preocupações de segurança da Coreia do Norte e se os EUA e a Coreia do Sul não assumirem as suas responsabilidades.
Nações Unidas aprovaram mais sanções à Coreia do Norte
LUSA
Os Estados Unidos devem acabar com a sua «arrogância moral» a respeito da Coreia do Norte, advertiu o Global Times, de Pequim.
Para o jornal chinês, é absurdo que «alguns estado-unidenses» continuem a acreditar que o programa nuclear e de mísseis de Pyongyang se deve a falta de pressão externa. «O problema nunca se resolverá» se não forem tidas em conta as preocupações norte-coreanas de segurança, acentua.
O diário defende que nem à China nem à Rússia agrada que a Coreia do Norte desenvolva armas nucleares mas que diferem dos EUA na determinação das causas e na procura de soluções. Para a resolução da crise, Washington, Pequim e Moscovo «devem respeitar-se» em vez de os EUA quererem «dominar todo o processo».
Para o Global Times, «a opinião ocidental exibe frequentemente uma superioridade moral injustificada sobre o mundo não ocidental e se acredita que só a Coreia do Norte – mas não os EUA e a Coreia do Sul – tem culpa do problema nuclear, essa mentalidade desajustada não ajudará a resolver a crise».
O Conselho de Segurança da ONU decidiu, no dia 5, por unanimidade, ampliar a lista de sanções contra a Coreia do Norte, impondo a redução das suas exportações, numa tentativa de travar novos ensaios com mísseis.
A resolução, apresentada pelos EUA, proíbe a exportação de carvão, chumbo, ferro e pescado por parte da Coreia do Norte, o que implica a perda de três mil milhões de dólares de receitas. Além disso, a resolução, votada também pela China e Rússia, proíbe o investimento e as relações comerciais com Pyongyang e impossibilita o envio de mais trabalhadores norte-coreanos para o estrangeiro.
A Coreia do Norte já declarou que não negociará o programa nuclear enquanto os EUA ameaçarem o país, nomeadamente realizando manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul.