PCP condena repressão israelita contra o povo palestiniano

PALESTINA O Partido condena a «criminosa ofensiva» do exército israelita contra a população palestiniana, especialmente em Jerusalém, e repudia a «brutal repressão», com uso de fogo real, contra manifestações pacíficas.

Fim da ocupação e do respeito pelos direitos do povo palestiniano

Anteontem, 25, em nota do Gabinete de Imprensa, o PCP lembra que «a tentativa de Israel impor novas medidas que restringem o acesso à Esplanada das Mesquitas viola o ordenamento reconhecido internacionalmente para a gestão daquele espaço» e «insere-se numa campanha mais vasta, que procura tornar irreversível, pela criação de factos consumados, da ocupação ilegal de Jerusalém Oriental» (ver pág. 32).

«No plano do direito e da legalidade internacional, Israel é potência ocupante, o que significa que são ilegais e ilegítimas todas as decisões que impeçam o livre acesso a esses lugares e que introduzam alterações irreversíveis na paisagem», apontam os comunistas.

Solidariedade

Sobre o dia de protesto convocado para o dia 21, no qual milhares de pessoas ocuparam as ruas nas cidades da Margem Ocidental para oração, em solidariedade com os palestinianos impedidos de aceder à Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, o Partido destaca aquela que foi «uma vibrante jornada de afirmação da dignidade de um povo e uma demonstração da sua inesgotável vontade de resistência contra o avanço da ocupação».

Posição

Por outro lado, o PCP reclama do Governo e dos Órgãos de Soberania em Portugal uma posição que, em consonância com a Constituição da República Portuguesa e os princípios do direito internacional, condene «o Estado de Israel por mais este crime contra o povo palestiniano», exija «o levantamento imediato de todas as restrições ao acesso à Esplanada das Mesquitas e ao livre exercício do direito de liberdade religiosa» e reafirme «a exigência do fim da ocupação e do respeito pelos direitos do povo palestiniano à constituição de um Estado livre, viável e soberano, com Jerusalém Leste como sua capital».




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