Solidariedade com presos políticos sarauís
O PCP expressou o seu «mais veemente repúdio» pela condenação a elevadas penas de prisão dos activistas saarauís conhecidos como o grupo de Gdeim Izik, pelas autoridades marroquinas.
Segundo foi divulgado, oito dos activistas foram sentenciados a prisão perpétua e 15 sentenciados a um total de 289 anos de prisão, sendo que um aguarda ainda a sentença.
Numa nota de imprensa, difundida no dia 21, os comunistas portugueses recordam que estes activistas saarauís foram detidos em 2010, pelas forças de ocupação marroquinas, quando participavam no acampamento de protesto de Gdeim Izik, em que estiveram milhares de saarauís dos territórios do Saara Ocidental ilegalmente ocupados por Marrocos, em luta pelo reconhecimento dos seus direitos.
Determinado a continuar a sua intervenção pela libertação dos activistas saarauís detidos pelas autoridades marroquinas, o PCP reafirma igualmente a sua solidariedade para com a legítima luta do povo saarauí e da sua legítima representante – a Frente Polisário – «pelo fim da ilegal ocupação do Saara Ocidental por Marrocos e pelo respeito do seu inalienável direito à autodeterminação, visando a concretização do seu direito a um Estado independente e soberano, inseparável das suas aspirações à liberdade e ao progresso social».
O PCP reitera que é obrigação do Governo português, nos termos da Constituição da República Portuguesa, contribuir pela sua acção para uma solução justa para o Saara Ocidental, que passará necessariamente pelo cumprimento do direito à autodeterminação do povo saarauí, de acordo e no respeito do direito internacional e das resoluções pertinentes das Nações Unidas.