Península da Coreia é um barril de pólvora
AVISO A península da Coreia converteu-se no «maior barril de pólvora do mundo», escreve um jornal norte-coreano. E adverte que as provocações dos Estados Unidos elevam o risco de uma guerra nuclear.
Pyongyang exige retirada de tropas dos EUA da Coreia do Sul
O Rodong Sinmun, de Pyongyang, publicou no domingo, 9, um artigo intitulado «Não se pode brincar com o fogo estando sentado num barril de pólvora». Escreve o jornal que «com as suas provocações militares, os EUA elevaram o risco de uma guerra nuclear na península coreana a um ponto crítico». E chama à península «o maior barril de pólvora do mundo».
Para o periódico norte-coreano, a tensão que se vive na região é resultado de jogos dos «instigadores da guerra» e advertiu que «um pequeno erro de cálculo pode conduzir de imediato ao começo de uma guerra nuclear que inevitavelmente se transformará numa nova guerra mundial».
As forças aéreas norte-americana e sul-coreana levaram a cabo, na semana passada, na Coreia do Sul, manobras que incluíram bombardeamentos ar-terra. Ensaiando com fogo real ataques a instalações norte-coreanas, os treinos terão sido «uma mensagem de advertência» a Pyongyang.
O jornal norte-coreano escreve que Washington deve «rever as obrigações de garantir a segurança da Coreia do Sul», já que depois da Guerra da Coreia (1950-1953) os norte-americanos «não têm mais fundamentos para continuar com a sua política». Por isso, os EUA «devem retirar as suas tropas do Sul da península», insiste o artigo. E assegura que, depois da retirada das tropas estado-unidenses da Coreia do Sul, «os EUA serão excluídos da lista de objectivos de um ataque norte-coreano».
Plano de paz russo-chinês
A Rússia e a China apresentaram uma iniciativa de paz que exorta a República Popular Democrática da Coreia a parar o seu programa nuclear e de mísseis. Ao mesmo tempo, os EUA devem suspender as manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul na península. O plano destaca que ambas as partes devem renunciar ao uso da força.
Para os dirigentes russos e chineses, a resolução integral dos problemas da península da Coreia é uma prioridade da sua política exterior, cujo objectivo é a paz e a estabilidade na região. Num comunicado conjunto russo-chinês, os dois países sublinham também a importância de tomar em consideração «as justificadas preocupações norte-coreanas».