Ganhar Vila Real de Santo António e reforçar o PCP-PEV em Oeiras
CONFIANÇA Num caso a ambição é conquistar a Câmara. Noutro o objectivo é reforçar posições nos órgãos municipais. Mas em ambos vale a pena confiar na CDU, sublinhou Jerónimo de Sousa em iniciativas com os candidatos em Vila Real de Santo António e em Oeiras.
Em toda a parte a CDU vale a pena
Ao final da tarde de sábado, 24, o secretário-geral do PCP esteve em Vila Real de Santo António, no Algarve, para a apresentação da equipa que a coligação que junta comunistas, ecologistas e independentes propõe que assuma os destinos do município. A encabeçar a lista à Câmara já havia sido apresentado Álvaro Leal. Natural da terra, o informático de 44 anos, funcionário da CM de Castro Marim e actual vereador na Câmara Municipal de Vila Real de Santo António (VRSA), faz-se acompanhar por Amélia Cunha, 61 anos, professora aposentada; Paulo Silva, 44 anos, professor do Ensino Secundário; Encarnação Estevão, 60 anos, professora, residente em Monte Gordo, cuja Junta integrou durante três mandatos; e Hugo Esteves, 45 anos, médico dentista.
À Assembleia Municipal, a CDU apresenta como primeiro candidato José Cruz, bancário, informático e jornalista, ex-deputado do PCP na AR, e que ao nível local foi já presidente da AM de VRSA, adjunto do presidente da Câmara numa presidência CDU e vereador, bem como vice-presidente da Assembleia Geral da Comunidade Intermunicipal do Algarve e presidente da Assembleia Geral da Associação Odiana. Foi deputado do PCP na Assembleia da República.
Uma equipa experimentada e capaz de resolver os muitos problemas de gestão municipal criados primeiro pelo PS, e nos últimos 12 anos pelo PSD, sintetizou Jerónimo de Sousa, que encerrou a sessão depois de intervenções de Álvaro Leal e José Cruz.
E o facto é que VRSA bem precisa de mudar de rumo, referiu o dirigente do Partido, que depois de lembrar que o município é um dos mais endividados do País e de dar exemplos do estado em que este se encontra em resultado da actual gestão ruinosa, lembrou que o PCP-PEV está habituado a herdar situações difíceis.
«Não é isso que nos assusta», prosseguiu, garantindo que a CDU está no terreno pela vitória. «Assim o queira o povo de Vila Real de Santo António, de Monte Gordo e de Vila Nova de Cacela», concluiu.
Provas dadas
Já em Oeiras, na quinta-feira, 22, num jantar com apoiantes em que participou e interveio a cabeça-de-lista da CDU à Câmara Municipal, Heloísa Apolónia – de cujo discurso se destaca a exigência de uma política de transportes públicos para o concelho que garanta o direito à mobilidade das populações –, o Secretário-geral do PCP enfatizou o percurso de intervenção do PCP-PEV e dos seus eleitos, presentes e primeiros promotores de «todas as pequenas e grandes lutas das populações em defesa dos seus direitos, das suas condições de vida e da sua dignidade».
Este facto, aliado à candidatura à Câmara de uma mulher «com uma grande experiência nos mais diversos domínios da nossa vida colectiva, conhecedora da realidade, dos problemas e dos desafios que se colocam ao desenvolvimento de toda a Área Metropolitana de Lisboa e do País; com provas dadas no serviço público e de uma inexcedível disponibilidade para servir as populações»; assim como à candidatura de Daniel Branco à Assembleia Municipal (um homem do Poder Local democrático com enorme experiência e grande disponibilidade), consolidam a convicção de que é possível «libertar o concelho de Oeiras do lamaçal para onde foi lançado em todos estes últimos anos».
Num concelho onde a questão se levanta com pertinência, Jerónimo de Sousa salientou ainda que o PCP-PEV vai a votos «com propostas e programa», recusando esconder-se «sob falsos projectos “independentes” que, a coberto de candidaturas de cidadãos eleitores, acolhem, na maioria das situações, disfarçadas coligações, arranjos partidários ou espaço de promoção de ambições pessoais, vinganças, ajustes de contas ou de interesses económicos», disse, antes de afirmar que «em toda a parte a CDU vale a pena!»