PS em Lisboa chumba defesa de hospitais na Colina de Santana
SAÚDE A maioria PS na Câmara Municipal de Lisboa rejeitou uma moção do PCP que defende a manutenção do Centro Hospitalar de Lisboa Central no coração da cidade.
O Partido receia a degradação do serviço público de saúde na capital
Em reunião de Câmara realizada quinta-feira, 8, os eleitos do PS e os independentes, que juntos formam maioria, votaram contra os dois pontos deliberativos do texto, os quais manifestavam «preocupação relativamente a previsível perda de capacidade de resposta aos cuidados de saúde da população em razão do encerramento das unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC)», e instavam a autarquia a «envidar todos os seus esforços junto do Governo para que se evite este encerramento, não obstante a abertura da Unidade Hospitalar de Lisboa Oriental».
No documento, o PCP sublinha algumas das razões, desde sempre invocadas pelo Partido e pelos seus representantes nos órgão municipais, que sustentam a recusa da intenção de remover da Colina de Santana seis unidades hospitalares com várias valências, 4200 funcionários, 12 centros de de excelência médico-cirúrgica, 44 blocos operatórios e 1200 camas de internamento.
Entre estas estão a localização, que permite o acesso rápido e fácil por parte dos utentes recorrendo a transportes públicos, e o facto de «as desvantagens de [as unidades] terem como origem edifícios destinados a outros fins ter vindo a ser largamente ultrapassadas por uma gestão e planeamento dos espaços cuidados e tirando proveito da organização original dos mesmos».
Excelência
O Partido recorda ainda que o CHLC tem sido reconhecido «com vários galardões e referências internacionais», tornando-o um exemplo de desempenho e serviço público aos vários níveis».
As notícias que dão conta da abertura a breve prazo de Unidade Hospitalar na Zona Oriental da cidade são qualificadas pelo PCP como «auspiciosas» para os lisboetas e para os residentes nos concelhos limítrofes. «Porém, não pode deixar de suscitar as maiores preocupações a propalada intenção de que esta unidade venha a substituir, se não na integra, a vasta maioria das unidades do CHLC», insiste-se na moção.
No centro das reservas comunistas estão as dificuldades colocadas à população idosas no acesso à nova unidade, assim como a previsível «diminuição do número de camas para as 875, do número de
blocos operatórios para 25 ou 26 (uma diminuição de mais de 40 por cento), do número de gabinetes de consulta médica sensivelmente na mesma percentagem, e da redução de funcionários em cerca de dois mil».
O Partido receia, por isso, a degradação do serviço público de saúde na capital.