Médicos depois da greve
A greve nacional, nos dias 10 e 11, «assumiu uma enorme dimensão, com a adesão da esmagadora maioria dos médicos, e teve um significativo impacto político-sindical, confirmando aquilo para que há muito as organizações sindicais médicas vinham alertando, sobre o acentuado descontentamento destes profissionais e até um crescente sentimento de revolta, pela acumulação de problemas graves e cuja solução tem sido continuamente adiada pela actual equipa do Ministério da Saúde».
No balanço subscrito pela Federação Nacional dos Médicos e o SIM, avisa-se que, «depois desta greve, o Ministério da Saúde não pode repetir os mesmos procedimentos de “negociações” aparentes, e o próprio Governo tem de tomar consciência de que está perante um problema grave, num sector da vida nacional tão delicado e sensível como é a Saúde».
As organizações sindicais salientam que «as questões que continuam a estar presentes na mesa das negociações não constituem nenhum conjunto de reivindicações corporativas, antes têm directas implicações para a adequada capacidade de resposta dos serviços de Saúde e para a qualidade assistencial dos cuidados prestados aos cidadãos».