Faleceu Sisaltina Santos

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Faleceu com 91 anos a camarada Sisaltina Santos, uma «dedicada e corajosa militante comunista que desde muito jovem, ao longo de 70 anos, se entregou à luta em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, contra o fascismo, pela liberdade e a democracia, pelo socialismo e o comunismo». Assim se refere à camarada agora desaparecida o Secretariado do Comité Central na nota que emitiu no dia 8, na qual transmite ao seu companheiro, Américo Leal, e à restante família as suas «sentidas condolências».

Costureira de profissão, filha de pai pescador e pequeno comerciante e de mãe doméstica, Sisaltina Santos ingressou em 1947, com 21 anos de idade, na vida clandestina, juntamente com o companheiro e o filho mais velho. Durante 25 anos assumiu tarefas de grande responsabilidade, dando suporte à instalação e manutenção de casas e tipografias clandestinas do PCP em praticamente todas as regiões do País.

O Secretariado do CC lembra ainda a sua prisão pela PIDE, em Dezembro de 1958, na sequência do assalto à sua casa clandestina. Sisaltina Santos permaneceu na prisão durante um ano, juntamente com o seu filho mais novo, quando este tinha apenas dois anos de idade. Em Abril de 1959, o Avante! incluiu o seu nome entre o das mulheres presas pelo fascismo «que se negaram a abdicar a sua qualidade de mulheres honradas e fiéis ao seu povo e à luta contra Salazar». Em 1960, voltou à vida clandestina até à liberdade, em Abril de 1974.

Após a Revolução, assumiu tarefas político-administrativas na Organização Regional de Setúbal como funcionária do Partido, desempenhando-as sempre com «grande dedicação e sentido de responsabilidade e também de respeito e solidariedade para com todos os camaradas e com especial carinho no tratamento com as gerações mais jovens», acrescenta o Secretariado. A sua vida, resume, constitui assim uma «referência e um exemplo de mulher comunista que dedicou a vida à causa revolucionária do seu Partido de sempre, ao seu ideal e projecto, pela democracia, pelo socialismo e o comunismo».

No funeral, realizado na segunda-feira em Sines, interveio Margarida Botelho, da Comissão Política.




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