Greve nos SAMS do SBSI
Em defesa da contratação colectiva, ameaçada de caducidade pela direcção do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, estiveram em greve no dia 23 os trabalhadores dos Serviços de Assistência Médico-Social, cuja gestão está a cargo do SBSI.
A luta, organizada por seis sindicatos representativos de funcionários administrativos, enfermeiros, médicos, técnicos superiores de saúde, profissionais de farmácia, paramédicos e fisioterapeutas, teve expressão nas ruas de Lisboa. A meio da manhã, ocorreu uma concentração junto à sede do SBSI, na Rua de São José, de onde partiu uma manifestação até ao Ministério do Trabalho, na Praça de Londres.
Aqui, o Secretário-geral da CGTP-IN saudou os trabalhadores em luta e criticou o comportamento do SBSI, uma das principais estruturas da UGT, cuja prática desdiz as declarações de valorização da negociação e da contratação colectiva.
A luta nos SAMS foi desencadeada no final de 2016. Três anos antes, a direcção do SBSI tinha interrompido as negociações de revisão das convenções colectivas de trabalho. Em Novembro requereu a caducidade, já contestada judicialmente. Os trabalhadores e os sindicatos alertam que, para além das condições de trabalho e dos seus direitos, está em causa o serviço prestado aos bancários que suportam os SAMS com os seus descontos.