EUA: Democratas elegem latino
O Partido Democrata dos Estados Unidos da América elegeu Tom Perez, de origem latina, para a presidência do seu Comité Nacional Democrata (CND).
Perez foi escolhido para liderar os democratas num momento difícil, em que os republicanos chegaram à Casa Branca, com Donald Trump, e dominam o Congresso, com maioria no Senado e na Câmara dos Representantes.
Nascido em Nova Iorque, há 55 anos, filho de imigrantes da República Dominicana, ex-ministro do Trabalho de Barak Obama, o novo líder democrata é descrito pelo jornal El País como um homem do establishment. Foi apoiado pelos partidários tanto do antigo presidente como da candidata derrotada, Hillary Clinton.
Na eleição do CND, em Atlanta, Perez venceu por pequena margem de votos o congressista afro-americano e muçulmano Keith Ellison. Este era apoiado pelos sectores considerados mais à «esquerda» dos democratas, representados pelos senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren, e também pelo chefe da bancada democrata no Senado, Chuck Schumer.
Num gesto de unidade, Perez convidou Ellison, de 53 anos, para seu vice, o que foi aprovado por aclamação.
Face à derrota eleitoral sofrida e perante as incertezas da era Trump, os democratas falam agora na necessidade de «uma mudança de mentalidade e de actuação».
O CND estava sem direcção desde Julho, quando a sua presidente, Debbie Wasserman-Schultz, teve de demitir-se em vésperas da Convenção Democrata que consagrou Hillary como candidata presidencial.
A plataforma WikiLeaks tinha divulgado correios electrónicos internos – segundo Obama, o FBI e a CIA, roubados pela Rússia – que revelaram as manobras da cúpula dos democratas para prejudicar a candidatura de Bernie Sanders e favorecer a da sua adversária.