Pôr cobro a um «crime ambiental»
A Direcção da Organização Regional do Porto do PCP acusa o Ministério do Ambiente de não ter soluções concretas para a remoção total dos resíduos perigosos de São Pedro da Cova, resultantes do desmantelamento da unidade da Maia da Siderurgia Nacional, apesar de a Assembleia da República ter aprovado uma resolução nesse sentido. A estrutura partidária exige das autoridades «tomada de medidas com carácter de urgência com vista à quantificação exacta dos resíduos perigosos existentes no local, que já havia sido prometida há cerca de um ano» e reitera a intenção do PCP e dos eleitos da CDU de garantirem que a «população de São Pedro da Cova e do concelho de Gondomar se veja livre definitivamente deste problema».
O Partido lembra a sua longa e persistente intervenção, em várias instituições e junto das populações, para alcançar o objectivo de remoção total dos resíduos, ao mesmo tempo que não deixa de valorizar os «avanços positivos e as vitórias alcançadas pela população», apesar dos inúmeros obstáculos que estas tiveram que enfrentar. Este é, reafirma o PCP, um «grave crime ambiental» a que urge pôr cobro.