Emprego aumenta à custa de vínculos precários

O emprego na eurozona está a registar um crescimento mais rápido do que previam os organismos e instituições internacionais, mas tal acontece sobretudo à custa do aumento da precariedade e da moderação salarial.

Esta é uma das conclusões que ressalta do relatório do Banco Central Europeu, divulgado dia 21, onde se assinala que a tendência de criação de emprego deverá manter-se, embora numa base pouco saudável, que diminuirá a produtividade e o potencial de crescimento económico a longo prazo.

O estudo observa que em relação ao crescimento do PIB o emprego aumenta tão ou mais rapidamente do que antes do rebentamento da crise em 2008, principalmente em países como a Alemanha e a Espanha, onde a reforma do mercado laboral aumentou o grau de flexibilidade laboral.

O problema é que a maior parte dos novos empregos é criada no sector dos serviços, onde o aumento da produtividade é diminuto, o que se reflectirá no nível geral de produtividade.

«O maior crescimento do emprego (…) debilitou o crescimento da produtividade agregada», refere o documento, alertando para «riscos para as perspectivas de crescimento a longo prazo».

Além disso, o relatório revela que o número de horas trabalhadas estagnou, ou seja, havendo mais pessoas empregadas, elas trabalham menos horas dos que nos anos anteriores à crise, o que é um indicador claro de um crescente subemprego.

Aliás, o aparente bom desempenho do mercado de trabalho deve-se em parte à oferta de trabalho a tempo parcial e à rápida expansão de actividades no sector dos serviços, que tendem a contratar mais gente para operar em regime de maior flexibilidade.



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