Armas para terroristas
Um autêntico arsenal de armas enviadas pela CIA e pela Arábia Saudita para a Jordânia, destinadas aos grupos sírios que combatem o governo de Bashar al-Assad, foi roubado e está a ser vendido no mercado negro, revela uma investigação conjunta do jornal The New York Times e da cadeia de televisão Al Jazeera divulgada a 26 de Junho.
Entre as armas roubadas estão «Kalashnikov», morteiros e granadas, e algumas foram usadas num tiroteio ocorrido em Novembro de 2015, num centro de formação da polícia de Amã, em que morreram cinco pessoas, incluindo dois norte-americanos.
Segundo fontes citadas na investigação, a maior parte das armas acabou nas mãos de diversos grupos, incluindo redes criminosas e traficantes, que as compram nos bazares para as enviar depois para fora da Jordânia. A investigação revela que não se trata de um caso isolado mas sim de roubo sistemático.
A opção da CIA de armar directamente os grupos sírios que se opõem a Bashar al-Assad acaba assim por alimentar o tráfico de armas e os grupos terroristas que os EUA dizem querer combater.
The New York Times faz notar que os Estados Unidos e Arábia Saudita são os maiores contribuintes, com os sauditas a fornecer armas e grandes somas de dinheiro e a CIA a dispensar agentes paramilitares para formar rebeldes no uso de Kalashnikov, morteiros, mísseis antitanque guiados e outras armas.
De acordo com o jornal norte-americano, a CIA não quis comentar os resultados da investigação.