Retrocesso e humilhação
CNOD e ANDO denunciam e repudiam os serviços oferecidos pela empresa Mundial Eventos que incluem o arremesso, bowling e strip-tease com pessoas com nanismo.
As pessoas com nanismo têm direitos que devem ser respeitados
Esta prática, «que configura um profundo retrocesso, promove a humilhação, atenta contra a dignidade humana e viola os direitos das pessoas com deficiência», foi já «proibida noutros países e mereceu a condenação da ONU», recorda, em nota de imprensa, a Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD) e a Associação Nacional de Displasias Ósseas (ANDO).
Nestes serviços, informam as duas organizações, «a pessoa com nanismo é contratada com o único objectivo de ser alvo de gozo», sendo «arremessada em provas de distância» ou «lançada contra pinos de bowling», um «regresso aos tempos em que [tais pessoas] serviam de bobos da corte e em que eram figuras de atracção nas feiras».
«As pessoas com nanismo, como as demais pessoas com deficiência, têm direitos que devem ser respeitados», defende a CNOD e a ANDO, lembrando que a Constituição da República Portuguesa, a legislação e a Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência «são claras no combate à exclusão, ao preconceito e na defesa da dignidade humana».
Arranca a campanha da CNOD
Acessibilidade para todos
A Confederação Nacional de Organismos de Deficientes (CNOD) e a Associação Portuguesa de Deficientes (APD) agendaram para ontem, 15, ao final do dia, uma caminhada no Largo do Rato, com um conjunto de pessoas com deficiência, com e sem cadeiras de rodas, de idosos e de pessoas com carrinhos de bebé, de forma a demonstrar como é que um dos largos mais importantes de Lisboa pode transtornar a vida de tanta gente.
Com esta iniciativa – promovida em conjunto com a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) e o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) – foi lançada, na rua, a campanha «Ir, vir, viver – Acessibilidade para todos», com o objectivo de lançar um apelo, a todo o País, para que se identifique e denuncie a falta de acessibilidades para a população que tem deficiência ou mobilidade reduzida.
A CNOD, que promove esta campanha, vai ter um questionário na sua página de Internet (www.cnod.pt/home.htm) e vai publicar todas as fotografias que receber, para depois fazer uma denúncia dos casos que constituam obstáculos à inclusão.