Fome de justiça
Pelo descongelamento dos salários e contra a precariedade, trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH) e dos refeitórios concessionados paralisam hoje.
Em causa estão aumentos salariais e a defesa de direitos
A jornada, convocada pelos sindicatos da Fesaht/CGTP-IN, cumpre-se em refeitórios de empresas e serviços entregues às privadas Uniself, Gertal, Itau, Eurest, Ica e Solnave, bem como no SUCH. Em causa, explicou em conferência de imprensa realizada dia 2, em Coimbra, António Baião, do Sindicato de Hotelaria do Centro, estão as reivindicações de aumentos salariais, os quais não ocorrem há seis anos, e de negociação do contrato colectivo, bem como a defesa de direitos.
No caso específico do SUCH (que opera nas áreas da alimentação, lavandaria e resíduos hospitalares nos principais hospitais públicos), trabalhadores e seus representantes exigem que o Ministério da Saúde nomeie uma nova administração, sem a qual o acordo de empresa negociado há já três meses não pode ser fechado.
O dirigente, citado pela Lusa, informou ainda que em breve o sindicato irá desenvolver uma campanha contra a precariedade laboral nas empresas de alimentação colectiva, restauração, hotelaria, restauração rápida, hospitalização privada e sector social. O objectivo é denunciar e combater a contratação e subcontratação a termo e por via de empresas de trabalho temporário, assim como o recurso a trabalhadores em programas ocupacionais e estágios para preencherem postos de trabalho efectivos.
Exemplo disso é a «precariedade institucionalizada nos refeitórios de escolas» afectando centenas de mulheres e homens nos estabelecimentos públicos de ensino, acrescentou António Baião, que atribuiu a responsabilidade da situação ao Ministério da Educação.
À greve de hoje, 9, aderem também os trabalhadores dos bares dos comboios, que após três dias de paralisação cumprida por todos os efectivos voltam à luta para reclamarem a valorização dos salários e a assinatura e publicação do acordo de empresa.