Milhares contestam Monsanto

A iniciativa global contra os transgénicos e agrotóxicos realizou-se, sábado, 21, em cerca de 400 cidades de 40 países. A marcha internacional que ocorre todos os anos e tem na multinacional Monsanto um dos principais alvos mobilizou milhares de pessoas.

A empresa norte-americana é líder mundial na produção de sementes geneticamente modificadas (processo que mais do que ser usado para o controlo de pragas e aumentar a resistência dos organismos, é imposto para forçar os produtores à dependência), bem como de produtos químicos para a agricultura e desinfestantes, uns e outros envolvidos em controvérsia quanto aos respectivos efeitos no ser humano e na natureza.

A jornada mundial decorreu dias depois de a Bayer e a Monsanto terem confirmado que a primeira lançou uma oferta pública de aquisição da segunda no valor de 55,2 mil milhões de euros. Sem hostilidade na operação, a companhia alemã informou que o negócio, a concretizar-se, será realizado com recurso a um aumento de capital da germânica e ao crédito bancário do Bank of América e do Credit Suisse. O objectivo é criar um dos maiores grupos industriais farmacêutico, químico e de sementes.




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