na Áustria
Grandes derrotados
Pela primeira vez na história recente da Áustria, os candidatos do partido social-democrata (SPO) e dos democratas-cristãos OVP foram afastados na primeira volta das presidenciais, realizada dia 24.
O resultado soou como um sinal de alarme para os dois maiores partidos austríacos que, ainda há poucos anos somavam mais de 80 por cento dos votos. E foi também entendido como um voto de penalização do actual governo de «grande coligação».
Assim o reconheceu o actual chanceler, Werner Faymann (social-democrata), considerando o resultado como «um claro sinal de aviso ao governo» de que tem de «trabalhar conjuntamente com mais força».
O candidato mais votado foi Norbert Hofer, apoiado pelo partido de extrema-direita FPO, que obteve 35,3 por cento dos votos. Porém, não se espera que possa repetir a façanha na segunda volta, marcada para 22 de Maio, em que terá como adversário o candidato ecologista, Alexander Van der Bellen, que recolheu 21,3 por cento dos votos.
Van der Bellen foi líder dos Verdes entre 1997 e 2008 e surgia nas sondagens como favorito à eleição. Na segunda volta é provável que venha a conquistar eleitorado doutros partidos, isolando o candidato da extrema-direita.
Em terceiro lugar ficou a candidata independente e ex-presidente do Tribunal Supremo, Irmgard Griss, com 18,9 por cento dos votos.
O candidato social-democrata Rudolf Hundstorfer recolheu apenas 11,2 por cento dos votos, à frente do conservador Andreas Khol, com 10,9 por cento.