Alerta no transporte fluvial
Por iniciativa da Fectrans/CGTP-IN e dos seus sindicatos representativos dos trabalhadores da Transtejo e Soflusa (Simamevip, STFCMM e SNTSF), teve lugar na terça-feira de manhã, na estação fluvial de Cacilhas, uma acção de esclarecimento e alerta sobre a actual situação na prestação do serviço público de ligação das duas margens do Tejo.
Foi distribuído um folheto intitulado «Defender um transporte fluvial público e de qualidade», no qual se denuncia a degradação do serviço, apontando como principal causa o desinvestimento público.
A esta jornada, em que participou o Secretário-geral da CGTP-IN, associaram-se representantes de comissões de utentes, eleitos nas autarquias de Almada e o deputado comunista Bruno Dias.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações reiterou assim o recente alerta: «Se não forem assumidas medidas, transporte fluvial em risco de parar». Num comunicado de 23 de Março, a Fectrans comentou a supressão, por tempo indeterminado, do transporte fluvial de veículos, como «exemplo extremo do estado a que a frota da Transtejo chegou». Nos efeitos da política de constrangimentos imposta pelo governo PSD/CDS, que acentuaram a degradação, a federação destacou a falta de trabalhadores e a grande imobilização de embarcações (quase 50 por cento, na Transtejo, por falta de manutenção da frota, avarias não resolvidas e falta de renovação dos certificados de navegabilidade).