Rigor e audácia

Falta um mês para terminar a campanha de fundos lançada pelo PCP para a compra da Quinta do Cabo. Ao longo dos últimos 17 meses, as organizações e sectores do Partido empenharam-se no sucesso da iniciativa «Mais espaço, mais Festa – Futuro com Abril». São múltiplos os exemplos de criatividade e capacidade de trabalho.

Não menos importante no cumprimento de um objectivo ambicioso como a compra de um terreno no valor de 950 mil euros é o rigor e a audácia – tanto mais notável tratando-se de um Partido Comunista que, mantendo as suas características e identidade, afirma e preserva a sua independência face ao capital também no plano financeiro. Estes foram dois aspectos salientados por Luís Fernandes e Carlos Chaparro, ambos do Comité Central (CC) do PCP, que em conversa com o Avante! abordaram o curso da campanha de fundos no distrito de Lisboa.

À discussão e subsequente aceitação da meta financeira proposta pelos organismos executivos do CC à Organização Regional, correspondeu a definição dos moldes de acompanhamento estreito da respectiva satisfação. Naturalmente com as correspondentes medidas de direcção ao nível da distribuição de quadros e da periodicidade da discussão e centralização das verbas, bem como da assumpção pelos mais responsáveis de compromissos próprios, dando, dessa forma, o exemplo.

Bons exemplos são o ocorrido em duas freguesias de Lisboa. Numa, aproveitou-se o conhecimento da realidade concreta e o reconhecimento de que goza um camarada para ganhar contributos daqueles que, não militando no PCP ou não estando tão próximos da vida quotidiana do colectivo comunista, identificam no Partido e na Festa do Avante! valor e futuro.

Noutra freguesia, o trabalho assentou num colectivo de camaradas quase em exclusividade dedicados à tarefa.

Bom resultado

Assim, o que se verificou no distrito de Lisboa foi que à dinâmica inaugural – francamente positiva e ultrapassando mesmo as melhores perspectivas, havendo casos de pessoas que se dirigiram aos centros de trabalho do PCP para contribuírem para a compra da Quinta do Cabo, relataram Luís Fernandes e Carlos Chaparro – correspondeu a redefinição, uma e outra vez, do objectivo financeiro a atingir.

Neste momento, a meta que a Organização Regional de Lisboa do PCP visa alcançar é mais do dobro da inicial, sendo que a percentagem da sua execução ronda os 80 por cento. Várias foram as organizações e sectores que acompanharam este movimento. Casos dos sectores Empresas de Lisboa, da Função Pública, das Comunicações Águas e Saneamento e Energia ou da Saúde, e das concelhias da Amadora, Cascais e Loures.

A cerca de quatro semanas de darmos por encerrada a campanha «Mais espaço, mais Festa – Futuro com Abril», importa, naturalmente, fazer um derradeiro esforço. Insistindo no rigor da concretização dos compromissos individuais e colectivos assumidos, mas também na audácia.

Audácia suportada na certeza de que o propósito político da recolha de fundos foi compreendido e assimilado pela generalidade dos membros do Partido, antes de mais, mas igualmente por muitos não membros do PCP, aos quais importa que nos dirijamos. Audácia, voltando a falar com muitos militantes e amigos que tendo já contribuído, manifestam disponibilidade para voltar a fazê-lo.

Audácia, convencendo eleitos, membros de organizações de massas, entre outros, que ainda não abordaram quem possa contribuir, a que o façam. Audácia, sempre, levando a cabo algumas iniciativas e convívios cujo resultado possa complementar os objectivos financeiros almejados. Para que no fim, e até eventualmente na iniciativa pública com que a DORL equaciona encerrar a campanha, possamos todos assinalar mais um importante triunfo do grande colectivo partidário.

 



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