Falecimento de Lúcio Lara
Ao tomar conhecimento do falecimento de Lúcio Lara, o Secretariado do Comité Central transmitiu «ao MPLA, ao povo angolano e à família de Lúcio Lara as mais sentidas condolências e os sentimentos de amizade e solidariedade do PCP».
O Partido evoca Lúcio Lara como destacado patriota e internacionalista
Reagindo à morte, no passado dia 27 de Fevereiro, deste dirigente histórico do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA) e da heróica luta de libertação do povo angolano que, com Agostinho Neto e outros destacados revolucionários, foi fundador da República Popular de Angola, o Secretariado do CC do Partido Comunista Português enviou ao Comité Central do MPLA uma carta na qual evoca Lúcio Lara como destacado patriota e internacionalista.
Na missiva do PCP, recorda-se com respeito «a sua valiosa contribuição em Portugal, ao lado do nosso Partido, para a luta contra a criminosa ditadura fascista e colonialista que, oprimindo o povo português, simultaneamente oprimia o povo angolano e demais povos sujeitos ao jugo colonial, tornando os nossos povos aliados numa luta libertadora comum, de que a Revolução do 25 de Abril e a conquista de independência de Angola foi a mais elevada expressão».
No texto, o PCP valorizou igualmente «a contribuição do camarada Lúcio Lara para o fortalecimento das tradicionais relações de amizade, cooperação e solidariedade entre o PCP e o MPLA e entre o povo português e o povo angolano, relações que é desejo dos comunistas portugueses aprofundar sempre mais».
Da sua longa luta contra o fascismo e o colonialismo português e pela independência do povo angolano e de outros povos africanos, recordamos que Lúcio Lara integrou o MUD-Juvenil, participou no V Congresso do PCP, realizado em 1957, e foi activista na Casa dos Estudantes do Império.
Já depois da conquista da independência e da proclamação da República Popular de Angola, a 11 de Novembro de 1975, Lúcio Lara chefiou a delegação do MPLA/Partido do Trabalho que se deslocou a Portugal a convite do PCP, em Julho de 1981. Foi durante esta visita que se tornou público a organização pelo PCP da saída clandestina de Agostinho Neto de Portugal, em 30 Junho de 1962.