Defender os direitos da diáspora
No domingo, 17, teve lugar em Paris a apresentação dos eixos fundamentais da candidatura de Edgar Silva à Presidência da República, pela voz do seu mandatário em França, Nuno Gomes Garcia. Seguiu-se um debate animado.
Edgar Silva é um candidato comprometido com os direitos dos emigrantes
No encontro-debate, que se realizou no Lusofolie's, Nuno Gomes Garcia sublinhou que Edgar Silva tem como objectivo primordial, enquanto Presidente da República (PR), respeitar e fazer respeitar a Constituição da República (CR), «ao contrário do que fez Cavaco Silva, que, perante os constantes atropelos constitucionais que o governo PSD/CDS levou a cabo, se deixou estar impávido e sereno a ver o empobrecimento e a emigração forçada a que os portugueses foram submetidos».
Apontando o dedo à «discriminação» sofrida pelos portugueses que vivem no estrangeiro, o mandatário referiu-se ao Ensino do Português no Estrangeiro, salientando que «a aprendizagem gratuita da língua portuguesa é um direito que a CR garante aos filhos dos emigrantes» e que o anterior governo, «de maneira abertamente inconstitucional», diminuiu o número de professores e cobrou propinas.
Sobre o encerramento de consulados, o escritor e arqueólogo disse que, deste modo, se está a afastar «Portugal dos portugueses que vivem no estrangeiro, secundarizando ainda mais o seu direito a uma participação cívica, tentando tornar os emigrantes portugueses menos importantes» – uma discriminação que Edgar Silva, enquanto PR, procurará eliminar, sublinhou.
Debate animado
Face à crítica do «excesso de candidatos de esquerda» – um de vários temas abordados no debate que se seguiu –, o mandatário afirmou que tal diversidade resulta «do saudável pluralismo da esquerda portuguesa, que, como se viu em Outubro, sabe convergir quando é necessário, sem nunca esquecer a identidade de cada partido». Disse ainda que seria «contraproducente concentrar uma esquerda tão diversa num só candidato, pois correr-se-ia o perigo de uma maior abstenção e desinteresse à esquerda».
Sobre a questão do terrorismo, Nuno Gomes Garcia reafirmou que «a existência de blocos político-militares como a NATO, cuja dissolução a CR preconiza, é a principal causa e o grande potenciador do terrorismo global». Acrescentou que Edgar Silva pretende, enquanto PR, «colocar na agenda e levar a debate a possibilidade de reavaliar a posição de Portugal na NATO».